domingo, 11 de maio de 2014

Feliz dia das mães!!!

Feliz dia das mães!!!


Feliz dia das mães!!! Menos pra mim. Pq não me sinto mãe de ninguém. Pq acho estranho ouvir que sou a mãe do Francisco ou do Caio.
Mãe é aquela que sabe tudo, eu ainda não sei, estou aprendendo junto com eles.
Mãe é aquela que tolera, tem paciência, eu ainda explode, grito e sou injusta.
Mãe é aquela que conforta e da colinho, eu no máximo digo que já passou, e digo......levanta, sacode a poeira e da a volta por cima.
Mãe incentiva, eu fico do lado.....
Enfim, me sinto muito mais uma irmã mais velha, com uma missão de transformar duas pessoinhas em seres dignos, felizes e com bom caráter. E nessa caminhada tb vou aprendendo.
Aprendendo que temos que ensinar tudo ao outro serzinho. Até que tem amigos legais e outros nem tanto, ensinar a se relacionar.
Não me sinto mãe ainda.
Vou contar que desde a minha primeira gestação, tenho um pensamento.....e se eu faltar? No caso morrer mesmo. Não quero que eles sintam a minha falta, quero que eles continuem caminhando e traçando sua própria história, com isso, crio meus meninos super independentes de mim, tanto que começaram a viajar sem mim com 1 ano e meio (claro que com avós e madrinhas).
Vou contar que esse meu pensamento tb me serve de proteção, vê-los caminhar sozinhos, mas é dolorido, pq muitas vezes eles não olham pra trás. Mas é isso que estou plantando né?
Ainda não sou mãe, ainda tenho muitas falhas, dúvidas. 
Mãe mesmo é a minha mãe. Que possui todas as qualidades acima citadas. Mas um dia chego lá, talvez com meus netos!



sexta-feira, 2 de maio de 2014

Cada um no seu quadrado.


Já vi este quadrinho várias vezes e sempre me traz uma reflexão. E claro na seqüência, a culpa do questionamento.
Será que realmente meu coração estaria vazio se eu não tivesse filhos??? Minha vida seria melhor, principalmente no sentido financeiro???
Culpa, culpa e mais culpa, apenas de pensar isso. Esse é um dos ônus da maternidade.
Uma coisa eu sei, se não tivesse filhos, teria menos grilos. Ah! Com certeza.
Mas uma coisa que tenho a percepção exata é que cada um faz as suas escolhas. Existem mulheres que optam por desenvolver a vida profissional e não sentem, ou não ouvem o chamado da maternidade. OK!!!
O que vejo hj é que apesar de estarmos já em 2014, algumas mulheres acham estranho esta opção de não ter filhos, não sei se é incompreensão, invejinha, ou competição mesmo, de quem é mais fêmea. Já vi rodilhas de mães criticando amigas que fizeram esta opção, como se a coitada fosse aleijada.
Sim, algumas mulheres após terem filhos, se transformam em uma espécie de chiita da maternidade, confesso que acho que a maternidade realmente completa o ciclo de desenvolvimento fisiológico e psicológico da fêmea, mas como não somos animais, algumas podem optar por não ter filhos e ponto.
No meu caso, ouve realmente um chamado, pq até os 28 anos eu tinha certeza absoluta que não queria ter filhos, até que me vi chorando até em propaganda de Doriana......comecei imaginar a minha sala com bbzinho, brinquedos, papai e mamãe. Do tipo, esse amor pode crescer ainda mais!!!!
Não me arrependo da minha escolha, apesar de hj ter consciência de que ela fez e faz eu abrir mão de muitas coisas, apesar de dar um trabalho danado e cansativo, sem ferias nem remuneração.
Mas com a maturidade, os perrengues e a espiritualidade (sim cada vez estou mais treinando meu cérebro pra tolerância e compaixão), consigo entender, ou pelo menos aceitar, como uma mulher não quer ter filhos, acho tb que não são menos mulheres, menos guerreiras e que possuem algum vazio na alma.
Pensar que só se completa se a pessoa tiver uma trajetória semelhante com a sua ou com a maioria é tão mesquinho. Essas mulheres completam suas almas de outras maneiras, tb femininas, viajando, tendo grupo de amigas inseparáveis, decorando suas casas,tendo casamentos felizes e ajudando as amigas que tem filhos (que nunca pediu pra uma amiga ser babá???).
Pra finalizar, temos que respeitar as escolhas de cada um, afinal cada um escreve a sua história de maneira a preencher a sua alma com o que mais lhe enriquece.......


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Precisa estar na media pra passar de ano!

Vamos lá escrever minhas impressões, a pedido de uma amiga me empolguei novamente em escrever meus pensamentos nada habituais.......TKS Paula!
Ultimamente tenho pensado muito nas grandes expectativas que temos com os nossos filhos e o tanto que transpomos nossos sonhos, as famosas projeções. E tenho chegado a conclusão que isso é péssimo, horrível e egoísta. Se colocamos uma pessoa nova no mundo, é para ser nova, diferente das outras, principalmente dentro do círculo familiar, mas é claro que a fruta não cai longe do pé, mas isso é outra discussão.
O que tenho realmente pensado é, como é difícil não projetar, não desejar e deixar esse pequeno ser livre para se desenvolver e se transformar em algo inédito, pelo menos para nós pais. Mas isso não significa largar a pessoinha sem rédeas, livre como um cavalo selvagem, NÃO!!! O básico como educação, conceitos e morais em qual os adultos da família acreditam devem ser passados, mas daí imaginar que o carinha vai virar um grande engenheiro, diretor de alguma multinacional, ou aquele surfista que vc nunca foi são outros quinhentos.
A culpa da projeção não é só dos pobres dos pais, tb somos um pouco vítima (um pouco tá!), nossa sociedade hj tem alguns padrões para vc ser aceito sem muito esforço, ser admirado. Ficamos preocupados com o sofrimento futuro dos nossos pqnos (já dizia Buda, o sofrimento existe, faz parte do ser humano). A partir disso vamos montando um personagem para eles serem os caras, são aulas de todo o tipo de coisa que se possa imaginar.
Pois então, meu lema agora é: Qual o mau em ser medíocre??? Ordinário???
Assustaram??? Não se assustem, vou explicar, digo ser medíocre no sentido de ser mais um (afinal somos bilhões), de estar na media (para mim o vencedor é aquele que consegue ser constante). Ordinário, no sentido de estar dentro dos padrões, na ordem, enfim, quem está na media passa de ano, não é isso?
Mas não, na nossa sociedade, capitalista, competitiva, egoísta, as pessoas não podem ser simplesmente elas, tem que (odeio o tal tem que) ser o melhor engenheiro, melhor surfista, ou pior, melhor qualquer coisa que se invista nos pqnos.
Vejo que muitos pais investem em cursos para que seus filhos sejam grandes músicos, bailarinas, tenistas, xadrezistas e ainda falem inglês com pronúncia perfeita, ufa!!! Demais para pessoinhas as vezes com menos de 10-12 anos, e conforme avançam na idade, aumentam as expectativas, as ilusões dos adultos.
Ai ai, a difícil arte de educar e formar um ser também exige de nós pais calma, que seguremos nossa ansiedade, não podemos querer que eles vençam nos nossos fracassos, temos que aprender a dar linha na pipa e vê-la voar cada vez mais alto, porque afinal, mais difícil que aprender inglês, ballet, xadrez,  tênis é aprender a descobrir quem realmente somos e sermos nós mesmos.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

"A Síndrome da Galinha Choca - Um dilema moderno"

Desde que fechei a loja estou no dilema, o que vou ser quando crescer???
Pois então, procurei trabalho em período integral, as condições não eram favoráveis, ou eu teria que viajar com um salário bacana, ou não viajaria, mas o salário não seria satisfatório. Agora vcs me perguntam....pq não era satisfatório??? Pq para voltar a trabalhar teria que deixar os meninos no período integral na escola, o que dobraria os custos com eles, mais ou menos uns R$2 mil. E claro que além de pagar os custos da escola tinha que sobrar alguma coisa pra mim.......Ah! Trabalho que tem que viajar esta fora dos meus planos hj, por vários motivos.....
2013 entrou com esta dúvida. Que eu vou fazer então??? Tb procurei um trabalho em meio período e cheguei a conclusão que isto não existe, apenas uma utopia para nós brasileiras e uma realidade para mães de alguns países de primeiro mundo.
Comecei a filosofar sobre o assunto e conversar com outras mães amigas e descobri que várias delas passavam por este dilema.
As mulheres da minha geração sofrem uma pressão de serem perfeitinhas em tudo (acho que fomos criadas assim, fez parte do pacote das mães que queimaram sutiã).......serem lindas, gostosas, excelentes profissionais, mães maravilhosas e esposas amantes fogosas, claro sem esquecer da casa, que tem que ficar impecável como novela da rede Globo. Essa pressão se passou através das conquistas das gerações anteriores, mas esqueceram de nos perguntar qual é a conquista, a batalha que queremos abraçar.
Vou responder por mim, talvez por outras tantas mulheres que ando conversando também. Queremos abraçar a conquista da qualidade de vida, de podermos estar perto dos nossos filhos para ajudar na lição de casa, sem esquecer os nossos sonhos pessoais que foram construído antes dos filhos, sim, não podemos abrir de nós mesmas!!!
A nossa geração enxerga a importância da família, sabemos que as mulheres na sua maioria SÃO o eixo central da família. Queremos cuidar e proteger as nossas crias, achamos por vários motivos que a terceirização da educação não é bacana. Mas ao mesmo tempo sentimos a dor e a culpa de não estarmos produzindo, pois ouvimos a vida toda para sermos independentes financeiramente........
E aí o que sobra para as mães "galinhas chocas"??? Criar alternativas para seu tempo livre. Empreender. Ou até mesmo se contentar e muito em ser apenas mãe (trabalho duro, diga-se de passagem).
Vejo nas minhas conversas que muitas mães abriram mão de suas carreiras em grandes empresas, que as sugavam. Mães que foram mandadas embora sem dó, pq já tinham grandes salários e davam conta do recado, então acham que estamos com tempo sobrando. E as mães que viram empreendedoras, tarefa dificílima no nosso país......
Algumas já acalentaram seu coração com a situação, mesmo pq abrir mão de certas coisas em pró da família, do outro, é muito desprendimento e um risco que tomamos, sem saber ou querer o reconhecimento. Outras estão em busca de respostas que preencha todos os espaços do coração.
Enfim, a única conclusão que chego a conclusão é que nosso país não tem empresas com pensamento moderno, que saibam que quem tem família tem mais conta pra pagar, naturalmente é mais responsável e tem que administrar o seu tempo com maestria.
Enquanto isso nós "Galinhas Chocas" do século XXI vamos escarafunchando alternativas para nos desenvolvermos como mulheres e continuarmos tomando conta das nossas famílias com qualidade, não superficialmente. Vamos desfazendo os dilemas e fazendo escolhas que sejam boas para todo mundo, mas nem sempre para gente. E o mais importante é que fazemos isso sempre com um sorriso no rosto se conseguirmos ver o sorriso no rosto das nossas crianças.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Alinhamento dos planetas

Não sei se vcs acreditam nisso. Na verdade nao sei tb o que quer dizer o tal alinhamento dos planeta, se uma organização, uma calmaria após o caos total, ou se é o,próprio caos total.
Na verdade, este post esta na minha cabeça há alguns dias. Tenho refletido muito sobre como se formam as famílias, como elas caminham juntas e o mais difícil, como elas permanecem unidas.
Bom, a minha família começou no dia 14 de fevereiro de 2006, qdo nasceu meu primeiro filho. Isso mesmo, antes disso minha vidinha era perfeita, equilibrada, em todos os aspectos (financeiros, amorosos, baladeiros e etc...), antes éramos um casalzinho super grude, com programas de namorados, restaurantes bacanas, baladinhas dançantes, cineminha após o trabalho......
A partir desse dia muito feliz para a nova família, minha vida virou de cabeça pra baixo, o meu sex appeal ficou negativo, toda vez que eu olhava para o relógio era hora de alguma coisa para o bebê, mamada, ou troca de fralda, arrotar e depois tinha a hora da papinha, da frutinha, do suquinho, do banhinho.........Jesuis, nunca tive um patrão mais exigente.
Ah! Sem falar na enxurrada de palpites de avós, outras mães, que no fim não resolvem em nada, apenas te deixam mais na duvida e fazer correr para o pediatra. O marido, pois é, depois que a gente tem filho eles viram maridos......sempre acham tudo fofo e vc linda é ai que vc desconfia que ele precisa ir ao oftalmologista.
Qdo essa loucura toda parecia estar melhorando, eis que por um ato falho do maridon, engraçado de novo e o caos começa a mudar de foco. Meu Deus, montar um quartinho para o mais velho, que nao tinha dois anos, enxoval, começar a tirar a fralda do coitado.
Agüentar o imenso mau humor da minha ex-chefe solteirona-quarentona. Pensar que o relógio vigararia aquele monstro medonho novamentea!!!!
Ufaaa!!!! O segundo nasceu, o relógio ainda era meu inimigo, mas um inimigo já conhecido, além de outras cositas que tb eram velhas conhecidas. Maravilha, até que nao foi difícil........
Esperem, mas ai o segundinho cresce com uma personalidade incrivelmente decidida e bravo, começa a andar e falar. Pronto recomeça o caos novamente, brigas e mais brigas com o irmão. O irmão mais velho tb nao quer perder seu lugar ao sol e novamente brigas e mais brigas.
Eis que depois de alguns anos, muito pitis, castigos, gritaria e tb tapas na bunda a galera se convenceu que era melhor brincar juntos, lógico ainda saem umas brigas, mas se resolvem por eles mesmos.
Ah! A nova família esta aprendendo a se conhecer, a se entender, saca aquela olhada e depois todo mundo correndo pro banho!!! Estamos aprendendo a nos entender e acredito que uma hora isso vai rolar, sem perder a ternura jamais....
Assim como rola o tal alinhamento dos planetas e alguma coisa fantástica logo após.....

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A insustentável leveza do ser.

Esta semana esta sendo uma correria, uma prova para minha capacidade de me organizar, afinal caos e o meu sobrenome.
Estou sem vendedora desde Terça, maridon viajando, crianças no semi integral, enfim, sabe aqueles dias que vc precisa se dividir como uma ameba?
Hoje depois da segunda entrevista para vendedora, comecei a organizar mais uma parte da loja que a antiga vendedora nem olhava, me preparando para ir ao SETRAN e depois voltar a lojinha. Eis que o telefone toca e descubro que meu pequenino esta com febrão na escola, pois bem, fecha lojinha as 16hs, corre no SETRAN e vai para escola buscar as crias e claro já pensando em um milhão de coisas que deixei de fazer, que tenho que fazer, se voltaria pra loja com os meninos, cabecinha rodando mais que roda gigante de parquinho itinerante.
Foi então, quase chegando na escola que vi uma cena tão acalentadora, comtemplativa, sei lá, talvez eu esteja somente muito sensível. Vi uma menina de uns 13, 14 anos, bem magrinha, assim como eu fui, com os cabelos num coque mal feito com um elástico, com agasalho, nao sei se da escola ou por conforto. Ela esta ouvindo alguma coisa com seus fones e carregando uma mochila nas costas. Olhando aquela menina, andando pela rua, como se ela fosse a única menina da rua, como se seu mundo fosse o único correto, com passos calmos de quem nao tem nenhuma aflição ou preocupação, me lembrei que também já tive estes momentos, onde o mundo era só meu, todos os sonhos eram possíveis e que pensar em nada, nadinha mesmo era uma constante.
Fiquei acompanhando o andar da menina e lembrando que daquele ponto onde ela estava e o ponto onde estou, aconteceram tantas coisas, boas e ruins que me tornam o que sou hoje. E que meus passos  as vezes calmos e as vezes apressado me fazem feliz.
E como sou mãe, ao mesmo tempo que me via, também enxergava os passos dos meus meninos e como vai ser bonito quando eles pensarem que são os únicos do mundinho que eles criarem para eles. Estiverem trilhando seu próprio caminho, mesmo que no inicio sem direção.
O importante é entender os meios e não o fim. O importante é sempre ter passos leves como da menina, escutar sua musica favorita e pintar o mundo com as sua cores.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Continue a Nadar

Sei que criei esse blog para falar da minha nova vida como mãe, de tudo que me angustiava e me alegrava.
Mas após alguns meses de conflitos e caos, decidi que meu blog vai entrar na estratosfera internética, ou melhor na boca do povo, quem sabe ganho o meu também com isso.
Estou num período mega Ok em casa, com o maridon e com os meus molequinhos. Mas nem tudo é perfeito ou são flores.
O meu maior sonho, meu empreendimento tb esta andando dentro do esperado, com alguns tropeços aqui e ali, afinal estamos a mercê da econômia do nosso país.......
O que esta acontecendo comigo é patético é ridículo, um stress que não precisava passar, gastando energia com discussões sem conclusão e picuinhas de adolescente........Hj mais do que nunca acredito que as porradas que a vida me deu, ter saído cedo de casa, ser impetuosa e me jogar em tudo que faço, me fez uma pessoa mais forte e muito resiliente.
O objetivo do blog é falar da mãe, mas como separar a mãe da mulher, impossível.
A mulher aqui, esta cansada de algumas pessoas que não conseguem enxergar a luz no fim do túnel, a alegria de ver os pequenos sucessos, mesmo que muito pequenos e não ajudam em nada para nadar contra a maré.
E o pior, não entendem que para as vitórias serem cada vez maiores, precisamos de um gesto muito simples, parar de reclamar, arregaçar as mangas e RALAR.
A pior derrota é daqueles que não tentam, ou desistem nos primeiros pepinos.
Eu não, estou aqui, depois de muuuuitos pepinos, de todos os tamnhos, de lágrimas e decepções, afinal a vida não é novela das 6hs.
Tenho meus dias ruins tb, mas cada dia mais tenho a convicção que rir de si mesmo, acreditar no amanhã é o melhor anti-depressivo.
Desculpem mais uma vez, falar é fácil, fazer é difícil.........E vamos pra frente, sempre!!!