É impressionante como uma cabecinha sem preconceitos e tabus enfiados na sua opinião conseguem nos ensinar.
Que o mundo dos nossos filhos será bem diferente do que é o nosso hoje, isso eu não tenho dúvida. Se para o bem ou para o mal, isso só depende da naturalidade que nós pais encaramos as mudanças e nos moldamos as novas convenções. Se as mudanças vem para o bem, tem amor envolvido, porque não achar natural.
Isso mesmo, temos que abrir a mente, limpá-la de tudo o que nos foi dito quando éramos pequenos ou jovens. Transformar a nossa cabecinha em um papel em branco e deixar que nossos filhos ajudem a desenhar como será o admirável mundo novo das crianças.
Estou falando isso pq na sala do Francisco tem um menininho de muita sorte, foi escolhido por duas mulheres muito corajosas que queriam ter uma família, como qualquer outro casal que se ama.
Corajosas, por expôr sua sexualidade, por expor os seus sentimentos e ainda mostrar com naturalidade para esse molequinho de sorte que o que importa é o amor que sentimos uns pelos outros e o respeito por sua individualidade.
Presenciei um momento muito emocionante ao irmos ao aniversário desta criança, o discurso depois do parabéns, de umas dessas mulheres me fez ir as lágrimas e entender que eu estava presenciando uma grande transformação da sociedade, onde todos ali presentes estavam apenas em mais um aniversário de criança da salinha do seu filho, só isso.
É muito legal ver como as crianças encaram com naturalidade tudo o que lhes é proposto, principalmente se tiver uma energia boa.
Essa criançada serão adultos muito melhores que nós.
Agora pq estou falando tudo isso, pq fiquei emocionada com um trabalhinho coletivo que turminha andou aprontando este semestre. Eles produziram a agenda telefônica da turma, com os nominhos e cada um desenhando o seu coleguinha.
Foi aí que me emocionei, qdo chegamos na página do pequeno sortudo o Francisco foi logo falando e explicando seu desenho:
- Mãe, sabia que o X não tem pai?
- Sabia Chico.
- Ele tem uma mãe e uma madrinha!
-Legal né Chico?!
O desenho explicava tudo, a tal mãe e madrinha, juntinhas como de mãos dadas e meu amiguinho afortunado sorrindo.
Precisa dizer mais alguma coisa?
domingo, 4 de dezembro de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Aqui tem 2 meninos felizes!!!!

Ontem me peguei tirando fotinho dos quartos dos meninos, que já há quase 3 semanas estão vazios, quietinhos e arrumadinhos. Fiquei muito triste na hora de tirar as fotos, mas na verdade a minha dor é apenas saudades.
Só explicando, os meus dois príncipes foram para SP, desde o início de julho, pois a escola que eles estão este ano não tem colônia de férias e eu não tinha condições de tirar férias para ficar com eles e a única solução foi mandar eles para passar 10 dias com cada avó.
Continuando, saudades das risadas, da bagunça, da hora de comer junto, da hora de dar banho e até da hora das brigas da gente.
Mas ao mesmo tempo me fez refletir, que aqueles quartinhos vazios, tinham um sentido maior que minha solidão.
Tenho uma teoria, que o cordão umbilical tem que ser cortado REALMENTE na hora do parto. Sabe aquelas mães que correm com a colher atrás do filho, que passa o dia evitando que a criança se machuque, tem horário britânico para tudo, então, essa não sou eu. Gosto de estimular os meus meninos a se virarem sem mim, viajarem sem mim, inclusive eles viajam com os avós e madrinhas desde um ano e meio. Acho muito importante estimular principalmente a opinião e os gostos deles sem a nossa influência.
Estas viagens sem os pais e muito importante para o desenvolvimento do espírito livre, adaptação a outros horários, gostar de outras comidas e o mais importante aprender novas regras de convivência, no caso horários das avós, por exemplo.
E vcs acham que eu não fico preocupada? Claro que fico, mas tento o máximo possível relaxar. Dentro da minha teoria de cortar o cordão, tb faz parte compartilhar os meus filhos com a minha família e as pessoas que eu amo e confio.
Conheço mães que não confiam em deixar seus filhos com o próprio pai. Acho se as mães têm o direito de errar com os filhos, pq não o pai, as avós, os avôs, madrinhas, tios também não o tem!
É tão recompensador qdo eles voltam pra casa, com uma carinha mais madura, com a bagagem mais cheia e muitas histórias pra contar e com vontade de quero mais.
Sei que a frase final é clichê, mas muito difícil de praticar.
Filhos são para o mundo. Espero estar preparando os meus para isso.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Eu odeio a Doriana

Há alguns meses este post esta na minha cabeça. Por causa de todos os pensamentos que estavam na minha cabeça até voltei na psicóloga.
Toda vez que lembro da imagem da família fófis, perfeita, com crianças educadas e penteadas, fico pensando, pq eu não fui premiada com uma dessas.
Amigas isto NÃO EXISTE. Criança chora, grita, tira a gente do sério e faz a gente gritar tb! Marido dá palpite na hora errada, não ajuda na hora que tem que ajudar e sempre fala que as crianças são mimadas por sua causa.
Quando somos crianças, brincamos de boneca, damos papinha, passeamos e etc. Mas qdo crescemos a nossa boneca tem personalidade, nos desafia e diz NÃO.....
As vezes fico na dúvida da escolha que fiz em ter família e filhos. Tenho o espírito muito livre e me sinto presa com essa escolha. Não que eu não seja feliz, sou muito feliz, acho meus molequinhos lindos, amo meu marido, mas é um caminho díficil de amadurecimento, principalmente qdo temos que fazer alguns papéis literalmente.
O papel que mais me incomoda é o de chata. Sim, de chata. Quantas vezes vc pensou, minha mãe é uma chata, pois então é a nossa vez de ser chata. Sou uma pessoa calma, que não gosta de brigas, as vezes tenho que "sair de mim", para colocar ordem no puleiro. A quantidade de nãos e negativas que falo por dia incomoda a mim mesma.
Depois tem o maridão, que de eterno namorado, vira o pai dos seus filhos e começa algumas divergências sobre a educação dos pimpolhos. Só que detalhe, nós que ficamos a maior parte do tempo com a criançada e sabemos como funciona a "máquina".
Hoje em dia existe um pressão do verbo que mais odeio, o "ter que". Temos que viver harmoniosamente, temos que ter calma com nossos filhos, temos que ser mamães fófis que falam baixinho e sempre sorrindo. Resumindo temos que estar sempre beirando a perfeição.
Me respondam, o que aconteceu com o imperfeição, com ser apenas um ser humano. Por que parece que temos que viver dentro de uma novela das 6.
Mas resumindo, sou feliz com minhas imperfeições e defeitos o que eu não gosto mesmo é da máscara quue parece que somos obrigados a colocar todo dia de família Doriana. Me passa a margarina?
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Verdade X Segurança.

Sempre pensei que criança é um ser muuuito inteligente, mas com poucas informações, por questões de pouca vivência e que um dos principais papéis dos adultos, seja pai, mãe, avós, professores, enfim, qualquer outro ser que tenha mais informação deve-a repassar da forma mais correta possível.
Tudo que os meninos nos perguntam aqui em casa eu respondo na maior sinceridade, tentando repassar a informação do jeito mais inteligível para a idade deles, não fico inventando histórias, criando fantasias que não existem, principalmente com certos assuntos.
Esta toca se torna um laço muito forte, pois eles sabem que a mamãe não mente, mesmo que for coisa ruim. Desta força eles se tornam pessoas mais seguras e mais fortes, eu acho.
Outro dia o Chicão foi operar a adenóide a fimose. Fui explicando para ele tudo que iria acontecer e porquê. Ela foi aceitando tudo com uma carinha boa, só me fez uma pergunta, com uma carinha um pouco chorosa, se ele iria tomar injeção. Tive que responder que sim (mas no fim nem precisou, foi anestesia inalatória). Ele falou que tudo bem que era ruim, mas era pro bem.
Existem outros ótimos exemplos aqui em casa em como a verdade deixa a criança mais segura e ajuda no amadurecimento deles, principalmente para o mundo.
Quando vamos sair de casa para programinha de casal, converso que vamos sair e que fulano vai ficar com eles. Ok.
Por exemplo, outro dia ele cantou a música da hora do lanche na escola. O tal do meu lanchinho, para minha surpresa tinha uma segunda parte que eu fiquei indignada, que era assim: Quem não come, quem não come, passa mal, vai parar no hospital, comer mingau com lobo-mau.
COMO ASSSIM?????? Francisco, não existe isso, quem não come não vai parar no hospital, no máximo vai ficar com fome o resto do dia.......e o lobo não pode entrar no hospital.
Uns dois dias depois, fui buscá-los na escola e ele me confessou que não cantou a segunda parte da musiquinha, achei o máximo. Isso mesmo Chicão qdo a gente não concorda com algumas coisas, não devemos fazer!
A melhor aconteceu neste fim de semana, fizemos um churrasco e a criançada corria pra lá e pra cá....comia um pouco, conversava, corria de novo. Numa destas conversas o Chicão solta:
- Mãe, o pai do Enzo disse que comprou ele numa banca de frutas.
- É mesmo Francisco, como assim?
- Ué mãe, o pai dele comprou ele numa banca de frutas!
Quis ver até aonde a história com o melhor amigo iria e dar uma provocadinha:
- E vc Francisco, tb foi comprado no supermercado???
- Dãããã, não mãe, eu NASCI!!!!!
Risada geral e ele ficou todo orgulhoso com a resposta dele. E eu fiquei mais orgulhosa ainda com a clareza que ele disse que tinha nascido e como ficou parecendo boba a história do melhor amigo que é um ano mais velho (Chicão tem 4 anos e 9 meses).
Fiquei olhando para a carinha dele e pensando que ele esta crescendo rápido e com certeza estará preparado para o mundo.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Pizza Quadrada

Hj o post é só para relatar a minha primeira briga de leoa, depois de 4 anos do nascimento do Chicão.
Todo mundo sabe que sexta-feira a noite é o dia mundial da pizza, principalmente em família, ainda mais se for uma semana cheia de trabalho, então temos direito até uma cervejinha e a criançada um sorvetão de sobremesa.
Pois é, isso que pretendíamos fazer, ou melhor, fizemos. Fomos a uma pizzaria aqui em Santa Felicidade. A família Silva de Castro foi a primeira a chegar, nos acomodamos e o mâitre nos explicou que o trabalho da casa era mais orientado à famílias, do que a filial no Batel, mais formal.
Fizemos o pedido, que chegou super rápido, pelo pouco movimento da casa. Logo após a nossa chegada, sentou ao nosso lado um casal de uns 50 e poucos anos super alinhado, que ficou ali por 5 minutos e trocou de mesa, sentaram uns 10m de nós.
Desconfiei que era por causa dos meninos, mas não quiz acreditar.
Bom, logo depois do sorvetão, os meninos ficaram perto de nós, de pé em uma cadeira, debruçadinhos na janela da pizzaria do restaurante dando boas vindas aos que passavam, claro que como toda criança riam e falavam alto, estavam animados hora, afinal era sexta-feira, dia de sair e relaxar com a família.
De repente escutamos um barulho de mãos batendo na mesa e pratos e talheres se batendo.....
O cara grisalho, levantou nervosão da mesa, falando mais alto que a criançada, dizendo que tudo era um absurdo e que éramos um bando de mal educados. O Fábio começou bater boca tb. Intervi, dizendo que criava crianças felizes.
Sabe o que ele me respondeu aos gritos???? Que eu estava criando dois perigos a sociedade. Como assim?????????? Será que ele achava que duas crianças que estavam falando oi aos passantes, rindo e brincando, iriam virar dois marginais?
Logo perguntei a ele se ele nunca tinha sido criança? Ele disse que claro que sim. Logo imaginei-o de roupinha social, sapatinho brilhante e nem um fio de cabelo fora do lugar e muito tristinho e caladinho.
No fim da história o garçom entrou no meio, colocou panos quentes. Cada um foi para seu lugar ainda rosnando.
Pedimos a conta e o fim da nossa cervejinha e pizza desceu quadrada!
Ficam várias perguntas:
Pq os dois cretinos ao invés de ir à uma pizzaria, não foram a um bistrot?
Pq não saíram mais tarde um horário que muitas das crianças já estão em casa, de banhinho tomado e pijama?
Será que quem tem filhos não se pode dar o direito de sair e se divertir um pouco em família?
Será que eles nunca foram crianças???
Bom, no fim o mâitre e os garçons pediram mil desculpas a nós e ganhamos mais uma história para contar.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Parto Humanizado?????
Vcs devem achar que vivo na contra mão mesmo, mas fico muito indignada com algumas coisas ditas modernas.
A profissão de mãe ficou tão radical, que algumas mães estão optando por um tal parto humanizado. Que é uma filosofia quase linda, de ser mais natural e ter mais contato com a criança ao nascer, ficar em seu ambiente......tudo cor de rosa, ou melhor, tudo vermelho sangue.
E as mães que estão radicalizando, começam a radicalizar com quem faz cesárea, achando que as pobres que fizeram, não fizeram nenhum esforço em tentar ter parto pelo menos normal.
Bom, pela minha experiência dupla em cesárea, não senti em nenhum minutoque ela tenha sido desumanizada ou com algum tratamento frio por parte dos médicos, pelo contrário, tive todo o apoio e carinho, para diminuir meu nervosismo e ansiedade. Depois foi melhor ainda, pois as enfermeiras do hospital foram umas fofas comigo e com os bebês, das duas vezes.
Então vamos lá, com a elaboração da minha teoria. Como já disse sou veterinária e fiz uma matéria chamada obstetrícia, sim amigos e amigas, tb acompanhamos a gestação da bicharada. Dentro da obstetrícia existe um tópico importantíssimo que se chama DISTOCIAS. Esta palavra nada mais significa que.....ih agora fudeu, que a gente vai fazer!!!???? Ou seja é aquela hora do parto propriamente dito, onde pode ocorrer um monte de possibilidades de emergências médicas, onde fica em risco a vida da mãe, ou do feto, ou dos dois.
As distocias tb ocorrem nos serem humanos, sim, não somos perfeitos. E com a evolução as mulheres cada vez mais estão perdendo a capacidade de parir, saca aquele quadril largo que sua vó ou bisavó tinha.....a não ser que vc for a mulher melancia, seu filho vai ter uma certa dificuldade em sair.....Portanto, o nosso melhoramento genético não esta sendo tão melhor assim.
Não fique triste, o ser humano é cheio de superações, pois é, em contra partida a nossa medicina, evolui aos saltos, sem falar da tecnologia em favor da medicina. Todo mundo se vangloria com essa evolução e fica maravilhado e cada vez menos temos medo de ficar doentes ou precisra de algum serviço médico.
Aí vem o meu questionamento. Pq é que então tem umas doidivanas quase irresponsáveis, depois explico, que resolvem ter filho em casa???? Isso mesmo, igual a sua vó ou bisavó do quadril largo.
Antes que as radicais me apedrejem, vou explicar meu ponto de vista. A não ser que vc morar no alto xingu e como mandioca e peixe todo dia, nada contra. Pq uma mulher moderna opta por uma possibilidade tão arriscada para sua família, perante o desenvolvimento científico.
Segundo umas doulas, é a pessoa que dá apoio moral e ajuda no parto em casa, se ocorrer algum problema, ainda se tem alguns minutos para correr para um hospital. Mas será que este pessoal imagina que na hora do parto cada minuto é ouro, para dar tudo certo???
Será que elas imaginam por exemplo que se a criança “entalar”, como será o transporte destas parturiente? Sim, pq ninguém imagina que vai sentadinha no carro, feliz, do lado do maridão e nem que vai dar tempo da ambulância chegar.
Será que elas imaginam que a burrocracia barsileira não existem em maternidades? Ou pior que terá uma sala de cirurgia e uma equipe prontinha na hora que a “entalada” chegar?
Existem coisas piores que podem acontecer. Daí o que eu chamo de irresponsabilidade. Pois é a pessoa quer fazer o melhor para o bebê, o tal do parto humanizado, abraçar seu ensanguentadinho e por algum motivo, ocorre um problema depois que o pqno sai, e este não respira direito.
Vcs sabiam que 10 segundos sem oxigênio no cerébro, pode comprometer seriamente a vida da criança e até rolar alguma paralisia cerebral? E seu filho viver......bom deixa para lá!!!
Um dos requisitos da escolha pela maternidade que tive meus pimpolhos foi ter UTI neonatal.
Por essas e outras que não entendo o pessoal escolher ir na contra mão da evolução natural das coisas. Ter filho de parto normal no hospital é uma coisa, agora parir em casa......não consigo entender!!!
Vcs sabiam que até vaca tem acompanhamento de sue parto por veterinário no campo, qdo digo campo, quero dizer, as vezes no meio do pasto mesmo. E que algumas cadelas ficam entaladas e se machucam tanto que depois ficam uma infecção animal no útero.
Ah!!! E a propósito duas tive cesáreas, não por opção mas sim por indicação.....do médico é claro, por não ter dilatação nem contração nenhuuuuuma. No primeiro minha bolsa estourou e no segundo já estava com pouco líquido e como não sou louca.....Vamos tirar os bichinhos!!!
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Início: gravidez!

Vamos começar do começo. Já falei para vcs que tenho algumas idéias meio fora do comum em relação a maternidade. Essas idéias começam com a gravidez.
Desde antes mesmo de engarvidar do meu primeiro filho, nunca achei a gravidez um estado interessante, tanto que me lembro de brincar de estar grávida pouquíssimas vezes e essas poucas vezes, achei muuuuito estranho e pouco estético aquela almofada esticando a minha roupa.
Tenho muitas primas e primos, para ser mais exata 32, então passei algum tempo vendo crianças nascerem na família, mas o mais engraçado é que não tenho recordação das minhas primas barrigudas. Ou seja, nunca foi uma coisa que me chamou a atenção ou encantou.
Agora vou confessar outro detalhe: sou veterinária, então durante a faculdade tive duas cadelas e as coitadinhas emprenharam algumas vezes e acompanhei a gestação delas, quase um pré-natal e conforme elas iam chegando ao final dos 60-62 dias da gestação eu ficava morrendo de dó das coitadas.
A cocker parecia que tinha engolido uma melancia inteira, mal conseguia subir e descer do sofá, coisa que adorava fazer para ficar do nosso lado assistindo TV, então ela se conformava e ficava no chão mesmo. A pastora já não ficava tão enorme assim, mas passava o fim da gestação dando muuuuitos puns e arrotinhos, fora que ela parecia estar eternamente com a pilha fraca, cansadinha.
Depois de 6 anos de casamento e muitas dúvidas se devia ou não engravidar, foi a minha vez. No início fiquei feliz, depois do terceiro ou quarto mês comecei a ficar agoniada, por várias razões. Primeiro que eu era uma pastora alemão, minha barriga só foi parecer de grávida depois do quinto mês, enquanto isso ficava aquela barriga esquisita, meio chopp, meio gorad disforme mesmo. Que tristeza, meu corpinho modeladinho por anos de academia estava indo por água abaixo.
A segunda coisa era a moda para grávida. Sempre gostei de me vestir bem e ser moderna, coisa que modestia parte faço bem. No meu primeiro filho há 5 anos atrás, a maior parte das roupas para gestantes eram muito parecidas com capinhas para botijão de gás.
Quase tive uma síncope, qdo uma amiga que tb estava grávida me chamou para procurarmos aqueles macacões jeans que se alargam durante os 9 meses.
Resolvi este problema fashion facilmente, pq na época a auge eram batas e os jeans eu comprava alguns números maiores e de cintura bem baixa e claro com muuuito strech.
Bom, após o quinto mês minha barriga foi crescendo e os peitões tb, fui ficando mais parecida com grávida e a minha insatisfação crescendo tb, pensando que nunca mais eu voltaria a ser eu novamente. Olhava no armário todas as minhas calças jeans (sou apaixonada!) e pensava: Será que vão servir de novo??????
Detalhe o meu lado pastora era muito aflorado, muito punzinhos e arrotinhos durante o dia.
Gravidez tb tem matemática. Conforme minha barriga crescia o meu sex appeal diminuia, me sentia a menos gostosas das mulheres. Qdo meu marido falava que eu estava linda, logo pensava que ele era um anormal ou um pervertido!
Quem em sã consciência tem tesão em mulher de barriga esticada, peito caído e dolorido, fora que a bunda parece que vai encaixotando para dentro. Fora que algumas mulheres não tingem o cabelo e ficam o ó, coisa que eu não iria suportar. Alguèm já viu alguma mulher grávida na playboy???
Enfim acho a gravidez um estado nada interessante.
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