sexta-feira, 27 de abril de 2012

O que é ser boa MÃE???

Este post esta na minha cabeça desde a última viagem com o maridon, onde fomos pra um resort na Bahia, ele a trabalho e eu na vagabundagem mesmo. Detalhe importante, sem filhos.
Encontrei lá um casal de amigos da época de Faculdade com a filhinha, uma lindinha, mas brava pra dedéu, deixou o Caio no chinelo.
Como já falei adoro BBB, pois sou uma observadora do comportamento humano. Fiquei "botando reparo" naquela família. Jesuis o homem da casa era a menininha, ela mandava e desmandava nos dois adultos, que ficavam tentando argumentar com desculpas fantasiosas, do tipo. eles queriam ir a praia e a pequena ditadora(detalhe, a pessoa tem 3 para 4 anos) queria ficar na piscina, sabe qual foi a soluçaõ dos pais???? "Amor vamos até ali passear com o papai e a mamãe, claro que não vamos na praia, só vamos passear!!!"
Meu Deus, que credibilidade esses adultos tem com a  criança? Ela já sacou que manipula e muito......
Outra cena que chamou a atenção da voyer aqui, foi quando mãe e filha brincavam na piscina, cada vez que a mãe tentava conversar com alguém a menina pulava em cima, puxava o seu cabelo, chegou até morder a coitada. Do tipo, essa é minha propriedade!!!!
Outra cena inacreditável, foi no coquetel oferecido pela empresa. A pessoa miniatura quiz dançar na pista, mas tinha que ser com o papai e no colo.....
Agora vai a minha análise, essa criança não tem culpa de ser assim, vcs até podem pensar, "ai que chatinha!" Mas então eu penso.......que pais mais molengas, bobões!!!
Ser bom pai e mãe não é evitar conflitos e choros e sim contorná-los e aproveitar as situações para ensinar, educar e mostrar quem manda na bagaça.....
Outra coisa que eu acho inprescendível é nunca, disse nunca abrir mão da sua personalidade e de seus gostos, enfim ,da sua individualidade por causa de filho. Eles crescem e vão embora e depois, principlamente nós mulheres ficamos frustadas com a nossa vida e por tudo que abrimos mão por causa deles.
Palmadinhas, castigos e até um categórico não, não deixa ninguém traumatizado ou lelé da cuca, pelo contrário, deixa preparado para a vida e seus trancos. Inventar histórias, jamais, só se for para colocar a criança na cama. Inventar, só dá pano pra manga para depois vir uma enxurrada de desculpas esfarrapadas.
Enfim, depois dessa viagem, vi que não sou linha dura, sou mãe e que devo continuar assim.......

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

As boas escolhas que fazemos.

Quando somos jovens, somos bem inconsequentes, fazemos as coisas na loucura do momento, no quente, na adrenalina. Depois, se houver alguma coisa pra arrumar lááá na frente, pensamos na solução. Muito boa essa fase, onde só podemos fazer mal a nós mesmos.
A maturidade vai chegando, a responsabilidade também. Depois que temos filhos então, todos os nossos passos são pensados, tudo para deixar o caminho dos serzinhos mais amados por nós, lindo e perfeito.
Então, a partir de agora vou contar a epopéia que é escolher uma escola para nossos filhotes.
Bom, os meninos estavam em uma escolinha de bairro, com a super comodidade de ser a uma quadra da minha casa, onde a babá e/ou eu ia levar e depois buscar.
Quando o Chicão estava no penúltimo ano da escola, comecei a me preocupar para onde eles iriam, óbvio, pq não mudaria somente um da escola. Comecei a pesquisar, perguntar e no lugar menos óbvio do mundo recebi a dica da minha vida. Um dia quando estávamos na Buzzi Pizzaria, lugarzinho MARA pra ir comer com a criançada, pq tem uma brinquedoteca com monitores, uma cliente escutou minha preocupação sobre escola para os pequenos e o tipo de escola que eu sonhava, que fosse o máximo possível parecido com a filosofia de onde estudei.
Como toda mãe realizada, a tal cliente não se conteve e começou a falar sem parar de tudo de bom que acontecia na escola que seus filhos estudavam, de como ela estava satisfeita e como seus filhos eram felizes.
Graças a internet fui averiguar on line, gostei, mas precisava ver com meus olhos. Marquei um entrevista com a coordenadora da educação infantil. Cheguei na escola e já me encantei com as obras da criançada espalhadas pela escola, sem pudor nenhum em serem bem feitas ou mais ou menos, aliás não tinha nada mais ou menos. Os cantinhos todos pensados para os pequenos e o melhor nada construído, acarpetado, mas sim meio que improvisado, com sucatas, coisas feitas por eles, coisas doadas obviamente pelos pais, como máquinas de escrever velhas, panelas velhas, fogão velho.......SENSACIONAL. Na hora que a coordenadora me levou para passear pela escola, fui me encantando cada vez mais e na hora que cheguei no bosque com uma casa na árvore pensei: É AQUI!!! Ah! Detalhe o Chicão foi comigo e ficou tímido no começo e no fim já estava fazendo educação física com uma criançada mais velha. Já deixei uma reserva de matrícula, em 2009 (a loka!)
Logicamente, como toda mulher, fiz pesquisa em outras muitas escolas, algumas legais, outras menos, mas todas enoooormes e tinha até aquela que a criançada tinha que passar o crachá. Pedi opnião do maridon e quando ele conheceu o Projeto fechou também comigo, se encantou.
Em 2011, se iniciou a minha experiência mais emocionante como mãe e como admiradora de crianças e suas verdades. Fui vendo a transformação diariamente nos meus pequenos, em cada dia que chegavam inteiros pintados de tinta, ou com a mochila cheia de massinha feita na escola mesmo, no interesse pela pesquisa em querer saber mais e mais, as conclusões então eram cada vez mais sensacionais. Claro tudo devido as proporções de cada idade.
Este ano tivemos encontro literário, musical, de artes, festa junina e encontros de família. Tudo para mostrar a importância do aprendizado e a evolução dos pequenos. E o mais legal de tudo isso é o clima de integração entre as famílias que a escola consegue fazer. Depois de alguns meses, parece que todos somos amigos de longa data, com direito a marcar encontros e comemorações. Juro que as vezes tenho vontade de voltar a ser criança ou de que os papos das "mães do portão" dure a tarde inteira.
Pois bem, foi nos últimos dias de aula deste ano que tive a certeza mais que absoluta da escolha que fiz para meus filhos (sim, tive que escolher para os outros, puta responsa). Foi no meio da semana passada, um dia bem quente, pra variar cheguei atrasada e deixei a turma na portaria com as fofas que os encaminham para as salas e tive a notícia que estava rolando um banho de magueira lá no bosque, o Cainho que esta meio com sono, se animou na hora para ver a proeza dos amigos. Claro que fiquei curiosa e fui espionar.
Fui num cantinho da entrada da escola onde podemos visualizar quase metade do bosque e tive uma visão, quase como se eu tivesse achado a passagem para um jardim secreto, como se num filme. Via todo aquele verde iluminado com um solzão lindo e de repente passou uma fada lilás, que provavelmente estava correndo de uma princesa ou para o balanço. Logo após a fada lilás vi um Super Homem, com uma capa esvoaçante ao correr e muito. Vi também uma bailarina de amarelo sendo empurrada na balança por uma professora sorridente. Ah! Achei o banho de mangueira. Havia uma fila de meninos e meninas com seus "underwear" ou biquinis e sungas, todos molhados e gargalhando muito, enquanto outra professora os regava como lindas plantinhas que dariam muitos frutos.
Essa visão foi inexplicável, meus olhos se encheram de lágrimas, me deu uma paz de saber que meus pequenos príncipes também eram personagens deste jardim secreto, uma vontade de estar ali também e além de tudo que eu havia feito feito a escolha certa.
Ah! O desenho acima foi o Chicão que fez, no dia da fantasia inventada, é ele mesmo, vestido de ET, com tiara de estrelinha que reformamos em casa e roupa de plástico bolha!!!

domingo, 4 de dezembro de 2011

O admirável mundo novo das crianças!

É impressionante como uma cabecinha sem preconceitos e tabus enfiados na sua opinião conseguem nos ensinar.
Que o mundo dos nossos filhos será bem diferente do que é o nosso hoje, isso eu não tenho dúvida. Se para o bem ou para o mal, isso só depende da naturalidade que nós pais encaramos as mudanças e nos moldamos as novas convenções. Se as mudanças vem para o bem, tem amor envolvido, porque não achar natural.
Isso mesmo, temos que abrir a mente, limpá-la de tudo o que nos foi dito quando éramos pequenos ou jovens. Transformar a nossa cabecinha em um papel em branco e deixar que nossos filhos ajudem a desenhar como será o admirável mundo novo das crianças.
Estou falando isso pq na sala do Francisco tem um menininho de muita sorte, foi escolhido por duas mulheres muito corajosas que queriam ter uma família, como qualquer outro casal que se ama.
Corajosas, por expôr sua sexualidade, por expor os seus sentimentos e ainda mostrar com naturalidade para esse molequinho de sorte que o que importa é o amor que sentimos uns pelos outros e o respeito por sua individualidade.
Presenciei um momento muito emocionante ao irmos ao aniversário desta criança, o discurso depois do parabéns, de umas dessas mulheres me fez ir as lágrimas e entender que eu estava presenciando uma grande transformação da sociedade, onde todos ali presentes estavam apenas em mais um aniversário de criança da salinha do seu filho, só isso.
É muito legal ver como as crianças encaram com naturalidade tudo o que lhes é proposto, principalmente se tiver uma energia boa.
Essa criançada serão adultos muito melhores que nós.
Agora pq estou falando tudo isso, pq fiquei emocionada com um trabalhinho coletivo que turminha andou aprontando este semestre. Eles produziram a agenda telefônica da turma, com os nominhos e cada um desenhando o seu coleguinha.
Foi aí que me emocionei, qdo chegamos na página do pequeno sortudo o Francisco foi logo falando e explicando seu desenho:
- Mãe, sabia que o X não tem pai?
- Sabia Chico.
- Ele tem uma mãe e uma madrinha!
-Legal né Chico?!
O desenho explicava tudo, a tal mãe e madrinha, juntinhas como de mãos dadas e meu amiguinho afortunado sorrindo.
Precisa dizer mais alguma coisa?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Aqui tem 2 meninos felizes!!!!


Ontem me peguei tirando fotinho dos quartos dos meninos, que já há quase 3 semanas estão vazios, quietinhos e arrumadinhos. Fiquei muito triste na hora de tirar as fotos, mas na verdade a minha dor é apenas saudades.
Só explicando, os meus dois príncipes foram para SP, desde o início de julho, pois a escola que eles estão este ano não tem colônia de férias e eu não tinha condições de tirar férias para ficar com eles e a única solução foi mandar eles para passar 10 dias com cada avó.
Continuando, saudades das risadas, da bagunça, da hora de comer junto, da hora de dar banho e até da hora das brigas da gente.
Mas ao mesmo tempo me fez refletir, que aqueles quartinhos vazios, tinham um sentido maior que minha solidão.
Tenho uma teoria, que o cordão umbilical tem que ser cortado REALMENTE na hora do parto. Sabe aquelas mães que correm com a colher atrás do filho, que passa o dia evitando que a criança se machuque, tem horário britânico para tudo, então, essa não sou eu. Gosto de estimular os meus meninos a se virarem sem mim, viajarem sem mim, inclusive eles viajam com os avós e madrinhas desde um ano e meio. Acho muito importante estimular principalmente a opinião e os gostos deles sem a nossa influência.
Estas viagens sem os pais e muito importante para o desenvolvimento do espírito livre, adaptação a outros horários, gostar de outras comidas e o mais importante aprender novas regras de convivência, no caso horários das avós, por exemplo.
E vcs acham que eu não fico preocupada? Claro que fico, mas tento o máximo possível relaxar. Dentro da minha teoria de cortar o cordão, tb faz parte compartilhar os meus filhos com a minha família e as pessoas que eu amo e confio.
Conheço mães que não confiam em deixar seus filhos com o próprio pai. Acho se as mães têm o direito de errar com os filhos, pq não o pai, as avós, os avôs, madrinhas, tios também não o tem!
É tão recompensador qdo eles voltam pra casa, com uma carinha mais madura, com a bagagem mais cheia e muitas histórias pra contar e com vontade de quero mais.
Sei que a frase final é clichê, mas muito difícil de praticar.
Filhos são para o mundo. Espero estar preparando os meus para isso.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Eu odeio a Doriana


Há alguns meses este post esta na minha cabeça. Por causa de todos os pensamentos que estavam na minha cabeça até voltei na psicóloga.
Toda vez que lembro da imagem da família fófis, perfeita, com crianças educadas e penteadas, fico pensando, pq eu não fui premiada com uma dessas.
Amigas isto NÃO EXISTE. Criança chora, grita, tira a gente do sério e faz a gente gritar tb! Marido dá palpite na hora errada, não ajuda na hora que tem que ajudar e sempre fala que as crianças são mimadas por sua causa.
Quando somos crianças, brincamos de boneca, damos papinha, passeamos e etc. Mas qdo crescemos a nossa boneca tem personalidade, nos desafia e diz NÃO.....
As vezes fico na dúvida da escolha que fiz em ter família e filhos. Tenho o espírito muito livre e me sinto presa com essa escolha. Não que eu não seja feliz, sou muito feliz, acho meus molequinhos lindos, amo meu marido, mas é um caminho díficil de amadurecimento, principalmente qdo temos que fazer alguns papéis literalmente.
O papel que mais me incomoda é o de chata. Sim, de chata. Quantas vezes vc pensou, minha mãe é uma chata, pois então é a nossa vez de ser chata. Sou uma pessoa calma, que não gosta de brigas, as vezes tenho que "sair de mim", para colocar ordem no puleiro. A quantidade de nãos e negativas que falo por dia incomoda a mim mesma.
Depois tem o maridão, que de eterno namorado, vira o pai dos seus filhos e começa algumas divergências sobre a educação dos pimpolhos. Só que detalhe, nós que ficamos a maior parte do tempo com a criançada e sabemos como funciona a "máquina".
Hoje em dia existe um pressão do verbo que mais odeio, o "ter que". Temos que viver harmoniosamente, temos que ter calma com nossos filhos, temos que ser mamães fófis que falam baixinho e sempre sorrindo. Resumindo temos que estar sempre beirando a perfeição.
Me respondam, o que aconteceu com o imperfeição, com ser apenas um ser humano. Por que parece que temos que viver dentro de uma novela das 6.
Mas resumindo, sou feliz com minhas imperfeições e defeitos o que eu não gosto mesmo é da máscara quue parece que somos obrigados a colocar todo dia de família Doriana. Me passa a margarina?


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Verdade X Segurança.


Sempre pensei que criança é um ser muuuito inteligente, mas com poucas informações, por questões de pouca vivência e que um dos principais papéis dos adultos, seja pai, mãe, avós, professores, enfim, qualquer outro ser que tenha mais informação deve-a repassar da forma mais correta possível.
Tudo que os meninos nos perguntam aqui em casa eu respondo na maior sinceridade, tentando repassar a informação do jeito mais inteligível para a idade deles, não fico inventando histórias, criando fantasias que não existem, principalmente com certos assuntos.
Esta toca se torna um laço muito forte, pois eles sabem que a mamãe não mente, mesmo que for coisa ruim. Desta força eles se tornam pessoas mais seguras e mais fortes, eu acho.
Outro dia o Chicão foi operar a adenóide a fimose. Fui explicando para ele tudo que iria acontecer e porquê. Ela foi aceitando tudo com uma carinha boa, só me fez uma pergunta, com uma carinha um pouco chorosa, se ele iria tomar injeção. Tive que responder que sim (mas no fim nem precisou, foi anestesia inalatória). Ele falou que tudo bem que era ruim, mas era pro bem.
Existem outros ótimos exemplos aqui em casa em como a verdade deixa a criança mais segura e ajuda no amadurecimento deles, principalmente para o mundo.
Quando vamos sair de casa para programinha de casal, converso que vamos sair e que fulano vai ficar com eles. Ok.
Por exemplo, outro dia ele cantou a música da hora do lanche na escola. O tal do meu lanchinho, para minha surpresa tinha uma segunda parte que eu fiquei indignada, que era assim: Quem não come, quem não come, passa mal, vai parar no hospital, comer mingau com lobo-mau.
COMO ASSSIM?????? Francisco, não existe isso, quem não come não vai parar no hospital, no máximo vai ficar com fome o resto do dia.......e o lobo não pode entrar no hospital.
Uns dois dias depois, fui buscá-los na escola e ele me confessou que não cantou a segunda parte da musiquinha, achei o máximo. Isso mesmo Chicão qdo a gente não concorda com algumas coisas, não devemos fazer!
A melhor aconteceu neste fim de semana, fizemos um churrasco e a criançada corria pra lá e pra cá....comia um pouco, conversava, corria de novo. Numa destas conversas o Chicão solta:
- Mãe, o pai do Enzo disse que comprou ele numa banca de frutas.
- É mesmo Francisco, como assim?
- Ué mãe, o pai dele comprou ele numa banca de frutas!
Quis ver até aonde a história com o melhor amigo iria e dar uma provocadinha:
- E vc Francisco, tb foi comprado no supermercado???
- Dãããã, não mãe, eu NASCI!!!!!
Risada geral e ele ficou todo orgulhoso com a resposta dele. E eu fiquei mais orgulhosa ainda com a clareza que ele disse que tinha nascido e como ficou parecendo boba a história do melhor amigo que é um ano mais velho (Chicão tem 4 anos e 9 meses).
Fiquei olhando para a carinha dele e pensando que ele esta crescendo rápido e com certeza estará preparado para o mundo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pizza Quadrada




Hj o post é só para relatar a minha primeira briga de leoa, depois de 4 anos do nascimento do Chicão.
Todo mundo sabe que sexta-feira a noite é o dia mundial da pizza, principalmente em família, ainda mais se for uma semana cheia de trabalho, então temos direito até uma cervejinha e a criançada um sorvetão de sobremesa.
Pois é, isso que pretendíamos fazer, ou melhor, fizemos. Fomos a uma pizzaria aqui em Santa Felicidade. A família Silva de Castro foi a primeira a chegar, nos acomodamos e o mâitre nos explicou que o trabalho da casa era mais orientado à famílias, do que a filial no Batel, mais formal.
Fizemos o pedido, que chegou super rápido, pelo pouco movimento da casa. Logo após a nossa chegada, sentou ao nosso lado um casal de uns 50 e poucos anos super alinhado, que ficou ali por 5 minutos e trocou de mesa, sentaram uns 10m de nós.
Desconfiei que era por causa dos meninos, mas não quiz acreditar.
Bom, logo depois do sorvetão, os meninos ficaram perto de nós, de pé em uma cadeira, debruçadinhos na janela da pizzaria do restaurante dando boas vindas aos que passavam, claro que como toda criança riam e falavam alto, estavam animados hora, afinal era sexta-feira, dia de sair e relaxar com a família.
De repente escutamos um barulho de mãos batendo na mesa e pratos e talheres se batendo.....
O cara grisalho, levantou nervosão da mesa, falando mais alto que a criançada, dizendo que tudo era um absurdo e que éramos um bando de mal educados. O Fábio começou bater boca tb. Intervi, dizendo que criava crianças felizes.
Sabe o que ele me respondeu aos gritos???? Que eu estava criando dois perigos a sociedade. Como assim?????????? Será que ele achava que duas crianças que estavam falando oi aos passantes, rindo e brincando, iriam virar dois marginais?
Logo perguntei a ele se ele nunca tinha sido criança? Ele disse que claro que sim. Logo imaginei-o de roupinha social, sapatinho brilhante e nem um fio de cabelo fora do lugar e muito tristinho e caladinho.
No fim da história o garçom entrou no meio, colocou panos quentes. Cada um foi para seu lugar ainda rosnando.
Pedimos a conta e o fim da nossa cervejinha e pizza desceu quadrada!
Ficam várias perguntas:
Pq os dois cretinos ao invés de ir à uma pizzaria, não foram a um bistrot?
Pq não saíram mais tarde um horário que muitas das crianças já estão em casa, de banhinho tomado e pijama?
Será que quem tem filhos não se pode dar o direito de sair e se divertir um pouco em família?
Será que eles nunca foram crianças???
Bom, no fim o mâitre e os garçons pediram mil desculpas a nós e ganhamos mais uma história para contar.