terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nova infância X Velha infância

Toda vez que me deparo com aquelas imagens prontas no Face comparando a infância de antigamente com a de hoje fico um pouco chateada.

Como que alguém que tem filhos pode considerar que teve uma infância muito mais feliz que a do próprio filho?  Tem alguma coisa errada aí!!!

Esses comparativos mostram que a nossa geração brincou na rua, pulou corda, sumia de bicicleta pelo bairro e por aí vai. Em contra partida, mostram que as crianças de hoje ficam só dentro de casa com alguma coisa eletrônica na mão.

Agora vou explicar o que há de errado. Realmente a nossa infância tínhamos mais acesso as brincadeiras de rua, aos amigos do bairro, as mães tinham que buscar a gente a noitinha na rua e interromper alguma conversa que estava rolando na rodinha dos amigos, para ir jantar e dormir.

Mas dai você dizer que as crianças de hoje são menos crianças, mais nerds e uma porção de rótulos inúteis é muita pretensão. O que qualifica uma infância feliz? O tipo da brincadeira? O tempo de risadas?

Bom, como uma simples mortal, acho que a infância hoje é tão rica quanto a nossa. Se você quer que seu filho tenha lembranças parecidas com as suas então proporcione isso. Não dê um celular pra ela aos 6, ou aos 7, nem ao menos aos 10 anos de idade. Leve a parques, incentive brincadeiras outdoor.

Por exemplo, eu é meu marido sempre gostamos de morar em casa e achamos Curitiba suficientemente segura para morar em uma casa de bairro e ainda encontramos uma numa rua sem saída, perfeito, a turma anda de bicicleta na rua e outro dia mesmo quando chegamos da escola tinha uma turma jogando queimada na frente de casa, claro que o Chicão nem entrou.

Claro que fiquei preocupada, mas relaxei, afinal eu o via da minha janela e pensei quantos malucos que eu conheci no meu bairro que minha mãe nem sonha!

A turminha de hoje é fantástica! Eles tem um vocabulário muito mais rico, gostam de ler, comem bem e corretamente, têm uma consciência ecológica e de cidadania invejável, preconceito por qualquer motivo é algo babaca e incompreensível. E a nossa geração? Vai dizer que aos seis anos tínhamos a consciência da importância do ecossistema da amazônico e ao mesmo tempo fazer coleção de caixinha de chicletes Adams? Eles são admiráveis!!! Porque não participar com eles desse novo mundo a ser construído?

Acho os adultos de hoje um pouco pretensiosos ou prepotentes em dizer que a infância deles que foi a verdadeira, que hoje a turminha fica só na frente do vídeo game. De novo, proporcione ao seu filho o que deseja para ele. Aqui temos vídeo game, mas os meninos respeitam os combinados e os limites de tempo

O respeito com a infância começa ao se respeitar o tempo dela, as possibilidades dela e claro participar dela.

Mãos a obra e vamos extinguir o tal conflito de gerações!!!!

OBSERVAÇÃO: as crianças de casa além de ralar o joelho ainda podem jogar vídeo game! Não é fantástico somar?

 

image

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Dor, muita dor.



Hj ouvi mais um não na minha vida. Esse não me tirou todos os ossos do corpo, me transformou num amontoado, numa massa amorfa, sem vibração nenhuma. Me deixou estática, parada e sem poder reagir.
Ouvi o não mais ensurdecedor da minha vida, me tirou as esperanças, me tirou a alegria, me tirou todos os planos.
Mais uma vez ouvi um não, que deixou dúvidas sobre as minhas escolhas, sobre a minha competência, sobre a minha empatia.
Esse não me causa fraqueza, enjôou, indignação. Esse não me deixa impotente, frágil.
Minha ultima chance se foi. Meu ultimo portal se fechou. Não vou mais me enganar, realidade dói e muito.
Esse não vai me fazer ficar nesta condição para sempre. Um potencial mal aproveitado, pilotando um fogão e duas crianças.
Não acredito mais em capital humano, em pesquisas de revista, onde se diz a melhor empresa, blá blá blá.
Há duas semana atrás, fui mais longe do que já havia ido, por muito tempo, procurando uma recoloção na área que sei trabalhar, no que gosto verdadeiramente de fazer......trabalhar na indústria farmacêutica veterinaria, ver pessoas novas todos os dias, discutir números, planilhas, observar crescimento, cobrar desempenho. Se estressar fazendo fechamento de mês. Estava tão radiante fazendo uma entrevista, que parecia que estava ganhando a oportunidade de uma vida toda.
Sim, era a oportunidade de uma vida toda, meu maior sonho sempre foi ser uma executiva em alguma empresa grande, crescer e fazer carreira, sim tudo estava se encaixando, até os valores.
Eis que começa a entrevista. Qual foi a primeira observação da minha ex-futura chefe.......vc tem dois filhos. Outra observação no meio da entrevista.........como vc vai fazer com eles qdo precisar viajar???
Sim tenho dois filhos e eles são problema meu, tanto que eles não estão no meu CV. Eles podem estar incluídos no meu currículo de mãe, mas nunca no meu profissional. Eles são tão problema meu que nunca vc irá saber qdo caiu o primeiro dente, qdo ele fica doente, ou até onde eles estudam. Sim, eu tenho responsabilidade e maturidade suficiente para não atrapalhar o meu ex-futuro trabalho com a minha vida pessoal. 
Qdo me perguntam como vou fazer com meus filhos qdo eu precisar viajar, tenho uma vontade imensa de responder que esse é um problema meu. Se meu compromisso é viajar a trabalho, viajo a trabalho. Onde meus meninos ficam, como ficam, não deveria interessar a empresa.
Ah! Interessa sim, mas qdo vc tem os filhos durante o período que esta empregada. Qdo eu estava trabalhando e já tinha os meninos, nunca me perguntaram como é com quem meu bb ficava. Eles estavam interessados que cumprisse os meus compromissos.
Quanta dúvida me traz o fato de ter optado em ter filhos e qta dor me traz ter essa dúvida.
Até quando a produtividade e a capacidade das mulheres que têm filhos será colocada em dúvida? Como se fossemos algum tipo de deficiente físico.
Até quando as mulheres que por um motivo ou outro deram um tempo na profissão vão ter que inventar novas profissões e posições para se recolocar???
Estou estraçalhada, tinha muitos planos. Mas vou continuar aqui, descascando cebola, estendendo uniforme no varal e acompanhando lição de casa.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Todas as formas de preconceito



Ontem fomos assistir o jogo do Brasil na casa de amigos, que por coincidência são da escola, claro que lá encontramos outros pais da turma dos meninos.
Só explicando, a escola dos meninos é um pouco diferente, trabalha com construtivismo e muito conteúdo cultural, em artes plásticas, música e literatura.
Ok! Eis que numa rodinha de mães, começamos a conversar assuntos variados e lá pelas tantas uma das mães, que tem uma franquia de escola de inglês, disse que foi divulgar a sua escola no colégio Marista Paranaense e ficou In-dig-na-da com a festa junina deste colégio, pois tinha tocado música sertaneja a festa toda, com letras muito ofensivas e que aquilo não poderia ser do contexto junino.
Claro que a Melissa Da Cara a Tapa já começou a questionar........
- Mas pq vc achou tão ruim assim???
- Ah! Música sertaneja não é pra festa junina. Aliás são muito ofensivas, denigrem a imagem da mulher, tem valores estranhos. Muito me estranha uma instituição comprometida com educação tocar este tipo de música para as pessoas, principalmente para as crianças!!!
- Entendi!!! Mas tem quem goste e muito!!! Acho que não podemos descriminar assim. Nesse exato momento pode ter outra rodinha de mães dizendo que a festa junina do Projeto é uma saco, cheio de bicho grilo, com música nordestina insuportável e um safoneiro irritante que não parava de tocar....
E tem mais, para mim, tudo é MPB, música POPULAR brasileira. 
Eis que uma outra mãe entra no debate.
- Desculpe, mas não considero esse tipo de música MPB. E é um absurdo mesmo tocar essas músicas sertanejas, não tem nada ver com festa junina. Nós como educadores e pais devemos mostrar o que é a verdadeira festa junina para as crianças.
Retomei meu raciocínio.
- Gente é música brasileira, tem quem goste é com certeza os pais dessa escola não acharam ruim. 
Qual a definição de POPULAR??? Vai pelo Brasil afora ver o que toca nas feiras agropecuárias, nas festas populares. Não gosto de sertanejo, mas não posso julgar quem goste, muito menos achar que o cara é menos do que eu.
A mãe educadora volta ao diálogo.
- Mas nosso papel é ensinar as coisas de qualidade, cultura, o Brasil de verdade......
Melissa da a Cara a Tapa truca.
- Gente música sertaneja, forró, quizumba, funk é do mundo!!! Quem sou eu pra dizer o que é bom ou ruim??? Só sei que gosto de umas e desgosto de outras. Não posso ensinar o meu gosto musical pros meus meninos, posso apresentar e deixar eles decidirem. Se eu impor, estou criando um preconceito. Vcs não acham?
Claro que nessa hora muitas gaguejaram e começaram a se justificar que isso não é preconceito, é educação e blá, blá, blá.....
Bom, eu simplesmente parei de emitir minha opinião, pq afinal era a única que pensa que o que é do mundo tem que ser apresentado, digerido e depois decide-se o que fazer com aquilo.
Mas o que realmente me incomoda nessa história toda e já conversei muito com o Fábio a respeito disso é que estudar em uma escola alternativa (odeio essa palavra) tem seu lado bom e ruim.
O lado bom é indiscutivelmente maior que o lado ruim. Mas acredito que muitas pessoas acham que cultura é moeda de riqueza. E a cultura dela! Essa coisa que o erudito é melhor que o popular, que a pessoa que curte um forró de raiz é melhor, mais iluminado do que quem canta alegremente um Michel Teló da vida, me incomoda muito.
Além de tudo felizmente, ou infelizmente, nossas crianças sabem cantar Michel Teló e fazem puta idéia de quem é Chico Buarque ou Mozart. Bom, muitos podem até saber, mas duvido que eles saem por aí assoviando Mozart ou dançando "Cotidiano". Nem por isso elas são menos felizes, inteligentes, etc...
Acho que realmente rola um preconceito dos tais "intelectuais" com o que é realmente popular, digo popular no sentido que consegue agradar classes de A a Z. Um apartheid. Estudei em Universidade. Federal, onde tinha gente do Brasil inteiro e convivi com pessoas de todos os tipos, sociais, raciais e musicais. Curti todos eles, não julgava, observava.
Enfim a minha frase final na rodinha de mães, enquanto elas continuavam a discutir e eu pensava na hipocrisia da primeira mãe, que foi divulgar seu negócio. Sim, pq aquela turma com intelecto inferior por escutar sertanejo de baixo calão tinha muito dinheiro no bolso para se matricular na escola de inglês.
Anyway, minha frase final na rodinha foi:
- Mas é tão simples, se a gente não gosta do que esta tocando a gente vai embora!!!

domingo, 25 de maio de 2014

Cultura da Ponta do Iceberg

Não sei se este post tem a ver com maternidade, mas tem a ver com maturidade, bom senso, eu acho. Coisas que quero transmitir para os meus meninos.
Me formei em uma Universidade essencialmente agrícola, meu marido é engenheiro agrícola, muitos dos meus amigos (que não vejo com a freqüência que gostaria) são veterinários, zootecnistas, agrônomos e até engenheiros florestais. Convivo com o assunto agricultura, alimentação, melhoramento genético desde os meus 19 anos.
Bom para quem interessar saber, veterinário não trata só de cachorrinho e gatinho, ele trabalha com produção animal, melhoras na produtividade e saneamento. Muitos não sabem que o maior objetivo da profissão é o bem estar do ser humano, a saúde pública e por aí vai. 
Meus amigos zootecnistas além de trabalharem com produção animal, melhoramento genético, trabalham com composição de rações animal, o que aliás é muito interessante, pelo simples fato de elas serem formuladas com material de primeira, enriquecidas com vitaminas e minerais, tudo para ter uma conversão melhor possível, ou seja, muito melhor que o cereal matinal que vc dá para o seu filho!
Na verdade é aí que quero chegar. Hoje vejo as pessoas histéricas com o que comem, com o que compram para alimentar as suas famílias, o que é natural, pois todos queremos o bem de quem amamos incondicionalmente. O que me irrita hj é que as pessoas não tem, ou não querem ter o conhecimento necessário para julgar os fatos, no caso a histeria alimentar que ocorre hj em dia, é o que eu chamo dos teóricos da ponta do iceberg.
O fato dos trangenicos é uma realidade, mas alguém sabe porque eles existem. Os prós e os contras.
Ok, falarei de alguns prós que não te dizem, com o desenvolvimento dos trangenicos a produtividade do campo aumentou e muito (bom para a nossa economia não é? Vcs sabem a composição do nosso PIB?), a quantidade de agrotóxicos usados no campo diminuíram significativamente (bom pra nossa saúde não?). Aliás alguém aqui sabe comprovadamente o que os transgenicos causam a saúde humana? Aliás alguém aqui sabe a quantidade de agrotóxico que tem no tomate que vc compra na feira? 
Outra curiosidade da profissão de veterinário. Vcs sabiam que aquela picanha com dois dedinhos de gordura é produto de uma seleção genética minuciosa, que aliás é proveniente de inseminação articial, proveniente de seleção do sêmen dos melhores touros que tinham as qualidades desejáveis para produção, como ganho de peso, conversibilidade de ração em carne e quantidade de gordura corporal?
Então não me venham com hipocrisias! Trangenicos são u ó  e todo tipo de baboseira que as pessoas andam lendo em revistas, ou na internet.
Tudo isso é moda, invencionice para uma vida mais saudável, como a mania de comer coisas sem glúten. Dieta sem essa proteína do trigo só é recomendada para quem tem doença celíaca. Se não fosse assim a humanidade não sobreviveria e não haveria a quantidade infinita de variedade de pães pelo mundo afora.
Essa foi a discussão do café da manhã. Onde encontramos mais hipocrisias. As pessoas vivem renegando o desenvolvimento tecnológico na agricultura (sim, tem-se muita tecnologia na agricultura, no desenvolvimento de híbridos, na produção animal), mas não largam seu celular, estão sempre atrás das últimas novidades em tecnologia, mas ignoram completamente, ou não querem acreditar no mal que celular pode causar ao nosso corpo (ele emite muitas ondas que passam no meio do nosso cérebro, sabia?)
A conclusão no café da manhã foi que as pessoas agem com as notícias como na década de 1930, quando Orson Welles anunciou a invasão Marciana, todos entraram em pânico, queriam fugir, alarde geral. Mas será que tinha algum ser humano questionou se os tais marcianos poderiam estar vindo em missão de paz?
Pois é a geração da informação da ponta do iceberg é assim, não questiona, aceita, não procura mais informação, fica histérico.....

domingo, 11 de maio de 2014

Feliz dia das mães!!!

Feliz dia das mães!!!


Feliz dia das mães!!! Menos pra mim. Pq não me sinto mãe de ninguém. Pq acho estranho ouvir que sou a mãe do Francisco ou do Caio.
Mãe é aquela que sabe tudo, eu ainda não sei, estou aprendendo junto com eles.
Mãe é aquela que tolera, tem paciência, eu ainda explode, grito e sou injusta.
Mãe é aquela que conforta e da colinho, eu no máximo digo que já passou, e digo......levanta, sacode a poeira e da a volta por cima.
Mãe incentiva, eu fico do lado.....
Enfim, me sinto muito mais uma irmã mais velha, com uma missão de transformar duas pessoinhas em seres dignos, felizes e com bom caráter. E nessa caminhada tb vou aprendendo.
Aprendendo que temos que ensinar tudo ao outro serzinho. Até que tem amigos legais e outros nem tanto, ensinar a se relacionar.
Não me sinto mãe ainda.
Vou contar que desde a minha primeira gestação, tenho um pensamento.....e se eu faltar? No caso morrer mesmo. Não quero que eles sintam a minha falta, quero que eles continuem caminhando e traçando sua própria história, com isso, crio meus meninos super independentes de mim, tanto que começaram a viajar sem mim com 1 ano e meio (claro que com avós e madrinhas).
Vou contar que esse meu pensamento tb me serve de proteção, vê-los caminhar sozinhos, mas é dolorido, pq muitas vezes eles não olham pra trás. Mas é isso que estou plantando né?
Ainda não sou mãe, ainda tenho muitas falhas, dúvidas. 
Mãe mesmo é a minha mãe. Que possui todas as qualidades acima citadas. Mas um dia chego lá, talvez com meus netos!



sexta-feira, 2 de maio de 2014

Cada um no seu quadrado.


Já vi este quadrinho várias vezes e sempre me traz uma reflexão. E claro na seqüência, a culpa do questionamento.
Será que realmente meu coração estaria vazio se eu não tivesse filhos??? Minha vida seria melhor, principalmente no sentido financeiro???
Culpa, culpa e mais culpa, apenas de pensar isso. Esse é um dos ônus da maternidade.
Uma coisa eu sei, se não tivesse filhos, teria menos grilos. Ah! Com certeza.
Mas uma coisa que tenho a percepção exata é que cada um faz as suas escolhas. Existem mulheres que optam por desenvolver a vida profissional e não sentem, ou não ouvem o chamado da maternidade. OK!!!
O que vejo hj é que apesar de estarmos já em 2014, algumas mulheres acham estranho esta opção de não ter filhos, não sei se é incompreensão, invejinha, ou competição mesmo, de quem é mais fêmea. Já vi rodilhas de mães criticando amigas que fizeram esta opção, como se a coitada fosse aleijada.
Sim, algumas mulheres após terem filhos, se transformam em uma espécie de chiita da maternidade, confesso que acho que a maternidade realmente completa o ciclo de desenvolvimento fisiológico e psicológico da fêmea, mas como não somos animais, algumas podem optar por não ter filhos e ponto.
No meu caso, ouve realmente um chamado, pq até os 28 anos eu tinha certeza absoluta que não queria ter filhos, até que me vi chorando até em propaganda de Doriana......comecei imaginar a minha sala com bbzinho, brinquedos, papai e mamãe. Do tipo, esse amor pode crescer ainda mais!!!!
Não me arrependo da minha escolha, apesar de hj ter consciência de que ela fez e faz eu abrir mão de muitas coisas, apesar de dar um trabalho danado e cansativo, sem ferias nem remuneração.
Mas com a maturidade, os perrengues e a espiritualidade (sim cada vez estou mais treinando meu cérebro pra tolerância e compaixão), consigo entender, ou pelo menos aceitar, como uma mulher não quer ter filhos, acho tb que não são menos mulheres, menos guerreiras e que possuem algum vazio na alma.
Pensar que só se completa se a pessoa tiver uma trajetória semelhante com a sua ou com a maioria é tão mesquinho. Essas mulheres completam suas almas de outras maneiras, tb femininas, viajando, tendo grupo de amigas inseparáveis, decorando suas casas,tendo casamentos felizes e ajudando as amigas que tem filhos (que nunca pediu pra uma amiga ser babá???).
Pra finalizar, temos que respeitar as escolhas de cada um, afinal cada um escreve a sua história de maneira a preencher a sua alma com o que mais lhe enriquece.......


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Precisa estar na media pra passar de ano!

Vamos lá escrever minhas impressões, a pedido de uma amiga me empolguei novamente em escrever meus pensamentos nada habituais.......TKS Paula!
Ultimamente tenho pensado muito nas grandes expectativas que temos com os nossos filhos e o tanto que transpomos nossos sonhos, as famosas projeções. E tenho chegado a conclusão que isso é péssimo, horrível e egoísta. Se colocamos uma pessoa nova no mundo, é para ser nova, diferente das outras, principalmente dentro do círculo familiar, mas é claro que a fruta não cai longe do pé, mas isso é outra discussão.
O que tenho realmente pensado é, como é difícil não projetar, não desejar e deixar esse pequeno ser livre para se desenvolver e se transformar em algo inédito, pelo menos para nós pais. Mas isso não significa largar a pessoinha sem rédeas, livre como um cavalo selvagem, NÃO!!! O básico como educação, conceitos e morais em qual os adultos da família acreditam devem ser passados, mas daí imaginar que o carinha vai virar um grande engenheiro, diretor de alguma multinacional, ou aquele surfista que vc nunca foi são outros quinhentos.
A culpa da projeção não é só dos pobres dos pais, tb somos um pouco vítima (um pouco tá!), nossa sociedade hj tem alguns padrões para vc ser aceito sem muito esforço, ser admirado. Ficamos preocupados com o sofrimento futuro dos nossos pqnos (já dizia Buda, o sofrimento existe, faz parte do ser humano). A partir disso vamos montando um personagem para eles serem os caras, são aulas de todo o tipo de coisa que se possa imaginar.
Pois então, meu lema agora é: Qual o mau em ser medíocre??? Ordinário???
Assustaram??? Não se assustem, vou explicar, digo ser medíocre no sentido de ser mais um (afinal somos bilhões), de estar na media (para mim o vencedor é aquele que consegue ser constante). Ordinário, no sentido de estar dentro dos padrões, na ordem, enfim, quem está na media passa de ano, não é isso?
Mas não, na nossa sociedade, capitalista, competitiva, egoísta, as pessoas não podem ser simplesmente elas, tem que (odeio o tal tem que) ser o melhor engenheiro, melhor surfista, ou pior, melhor qualquer coisa que se invista nos pqnos.
Vejo que muitos pais investem em cursos para que seus filhos sejam grandes músicos, bailarinas, tenistas, xadrezistas e ainda falem inglês com pronúncia perfeita, ufa!!! Demais para pessoinhas as vezes com menos de 10-12 anos, e conforme avançam na idade, aumentam as expectativas, as ilusões dos adultos.
Ai ai, a difícil arte de educar e formar um ser também exige de nós pais calma, que seguremos nossa ansiedade, não podemos querer que eles vençam nos nossos fracassos, temos que aprender a dar linha na pipa e vê-la voar cada vez mais alto, porque afinal, mais difícil que aprender inglês, ballet, xadrez,  tênis é aprender a descobrir quem realmente somos e sermos nós mesmos.