segunda-feira, 25 de abril de 2016

Divagações para o futuro.

Cada dia que passa me pego filosofando sobre comunidades, sobre viver em sociedade, talvez porque logo meus meninos estarão solto neste mundão lindo de meu Deus.
A última filosofia aconteceu na aula de natacao (sim, eu medito enquanto eu nado). Estava dentro da piscina assistindo a professora ensinar meu mais novo a mergulhar de fora da piscina, eles pulavam, saiam pela escada e faziam fila pra tentar novamente. Quando de repente uma menininha furou a fila na frente do meu distraído, fiquei na minha, afinal a aula não era a minha. Uma amiga avisou onde começava a fila e ela voltou pra trás do meu pequeno, mas depois de 10 segundos passou a frente novamente. Fui terminar minha série, aquele pepino não me pertencia.
Já no banho fiquei pensando na pequena fura fila e lembrei que este final de semana também vivenciamos isto num restaurante, onde uns espertinhos sentaram na nossa frente, enquanto aguardávamos que nos chamassem pelo nome na lista.
Pensei na menininha, lembrei da mãe da pessoa, a qual observo sempre o comportamento. A adulta responsável pela pequena, é uma boa mãe com certeza, mas tem o péssimo hábito de super proteger a criança e ainda sempre colocar a culpa em causas externas para o comportamento da menina, a qual já apresenta algumas características indesejáveis de crianças super protegidas, como o medo excessivo de coisas inexplicáveis e de se afastar muito da sua mãe.
Segunda etapa da divagação. Estou numa fase difícil novamente da vida adulta, na qual o maridon está desempregado e na crise (e só!), fiquei pensando o que é a vida, senão um eterno curar feridas e seguir em frente, levantar e sacudir a poeira. Agora conectando, as crianças super protegidas não se machucam, física ou psicologicamente, seus pais estão fiscalizando constantemente para que isso não aconteça, com isso vai acontecendo uma transformação bizarra do ser humano, ele tem medo de arriscar, sim porque a informação que ele tem sempre é que se passar da linha vai se dar mal de alguma maneira; ele não sabe seguir em frente, pois quando alguma coisa da errado ele não têm o plano B na manga, mas como ter o plano B, ou raciocinar o plano B se tem alguém sempre pra resolver o pepino. E pra mim a pior de todas, o egocentrismo, quem é super protegido tem certeza que o mundo gira em torno de si, pois afinal, quem é mais importante no mundo,  quem tem sempre o tapete vermelho estendido na frente para que passe ileso a todas as provações.
Projetando para o futuro, acho que corremos o risco de criar uma geração muito informada sobre ecologia, sobre sustentabilidade, sobre tecnologias, mas pouquíssimo ligada a viver em sociedade, afinal são todas criadas para nunca se machucarem, mas se machucarem alguém não tem tanto problema, as vossas altezas podem tudo, até passar na fila do restaurante, com lista e tudo.
Quando é que as pessoas vão entender que o medo também é um produto. Compartilho da ideia que o mundo não é tão perigoso quanto pensamos, perigoso era ter um gato preto na idade média e ser queimada na fogueira, enfim, o mundo tem mais gente, estatisticamente, proporcionalmente mais desgraças.
Então por favor, quando seu filho pedir pra fazer algo sozinho, o deixe, segure sua onda e nem espione. Ele provavelmente vai se machucar, mas também vai crescer e se ele te perguntar porque você permitiu se sabia que ele ia se dar mal, só responda que vc realmente acredita na capacidade dele.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Desabafo de uma mãe de menino

Nas últimas semanas é sabido que tem tido um levante feminista muito importante. Tudo começou com o #meuprimeiroassedio, onde as mulheres contam os assédios sofridos desde a mais tenra infância. Claro que foi chocante e muito revelador, eu mesma escrevi sobre a primeira vez que fui assediada aos oito ou nove anos de idade.
Foi muito bom a sociedade debatendo esse assunto, vendo como é mais comum do que imaginamos, vendo como crianças são tratadas como objetos sexuais e como tem atitudes de mal gosto por aí. Acho isso muito maduro como sociedade, para evoluirmos e cada vez caminharmos para a tal igualdade de gêneros, se bem que neste caso não acho bem essa conotação, mas isso é outra história.
Nesta semana começou outro movimento, outra bandeira levantada pelas cyber feministas, o #meuamigosecreto, onde as mulheres falam de atos machistas de pessoas do seu círculo de amizades, na verdade é uma denúncia a hipocrisia de alguns, que se dizem modernos e no fim são super retrógrados, tipo pessoas do século retrasado, sim pq tem mulheres que podem ser incluídas nesse time.
Enfim, acho tudo isso muito válido, na verdade acho sensacional, até a página 2, quando começa os radicalismos, quando começamos a generalizar, quando começamos a só reclamar e não procurar soluções.
O que vem me assustando, até porque me atinge diretamente, são as queimaduras de sutiã do cyber mundo, as diretas para as mães de meninos, como se toda a desgraça que a mulher sofre no mundo é porque a mãe de algum homem não soube o ensinar a dar valor às mulheres. Detalhe, tenho 2 meninos e encho o saquinho deles com questões de igualdade de gêneros, do tipo, todo mundo pode fazer tudo o que quiser, contanto que não prejudique o próximo, mas todos somos capazes de sermos o que quiser, ou seja, as meninas vão jogar no seu time sim.
Na verdade, depois de ler muitos depoimentos e delações não premiadas de amigos secretos fez eu ficar cá com meus botões pensando no presente, passado e futuro da humanidade. No presente chego à conclusão de que é assustador como as pessoas nas redes sociais levam tudo a ferro e a fogo, como os extremismos chegam a uma falta de compreensão, de tolerância, de empatia e como sempre é muito mais fácil colocar a culpa no outro e vez de se mexer e mudar o que te incomoda.
O futuro me preocupa bastante, pois vejo que as mulheres buscam, buscam e buscam o seu feminino, mas acabam guerreando como homens, comprando briga como homens, tentando ser melhores ou mais valorizadas do que os homens. Pelamor!!!! Não acho que mereçamos um podium, mas se queremos igualdade de gêneros não podemos nos colocar em posição de vencedoras vítimas da sociedade. Que tudo sempre é muito injusto para nós e que os machistas são uns opressores babacas. Arregaça a manga e fala na cara do babaca que ele é babaca, quem sabe assim ele acorde e mude, ou no mínimo vc nunca mais vai ter que tolerá-lo, pq com certeza ele vai passar a metros de distância de vc. Talvez vc perca o emprego, o amigo, o namorado, enfim,mas toda mudança tem seu preço. Não adianta ficar de mimimi no presente.
Às vezes enxergo o futuro exatamente ao contrário do presente, as mulheres sendo opressoras e os homens submissos, quase como naquela animação que ETs sequestram mães humanas para cuidarem dos seus bebês e os homens vivem felizes num submundo bagunçado e festeiro.
O passado minhas amigas, nós mulheres somos tão culpadas qto os homens. Se mãe de menino tem responsabilidade por um mundo melhor (Putz, que peso nas minhas costas), por ensinar a eles serem mais gentlemen, talvez príncipes Disney (lado sarcástico falando), às mães de meninas também tem muita responsabilidade, pelo simples fato de que não podemos repetir o erro de nossas mães, as primeiras queimadoras de sutiã, as primeiras consumidoras de pílula anticoncepcional.
Explico, eu cresci ouvindo que eu tinha que ser a melhor em tudo que eu fazia, na verdade era quase uma mantra, que eu tinha que ser uma pusta profissional, bem sucedida, ganhando muito dinheiro, que eu tinha que ter uma casamento da propaganda da Doriana, ser uma dona de casa zelosa, mesmo pilotando empregadas, ou não e claro o gran finale, ser linda, sexy e esposa fogosa. Gente, para pra pensar e veja se isso é humanamente possível. Ah! E tem uma frase que minha mãe dizia que até hj ecoa na minha cabeça.......seja independente financeiramente!!!!
Então minhas amigas, mães de meninas, ensinem suas filhas a terem a vida leve, ensinem a elas que se elas quiserem ser donas de casa, felizes, com o avental sujo de ovo, isso é lindo também. O importante é se realizar pessoalmente, se ela quiser ser uma grande executiva, nunca casar e nunca ter filhos, isso também é possível e que ela lute para que a sociedade e principalmente as mulheres achem isso legal, pq se vc decidir uma coisa ou outra citada, as mulheres vão te criticar, até porque várias delas vão achar que vc poderia e deveria ser o mantra da minha mãe, é muita vagabundice ou egoísmo ser só uma opção.
Ensinem também que elas não precisam ser tudo ao mesmo tempo agora, que há o tempo do trabalho, que há o tempo de abrir mão de tudo e sempre há o tempo para amar e que quando os homens não são aqueles que sonhamos, não se iludam com o poder da metamorfose, do "eu vou mudar ele". Até pq um sexo bom vc pode ir experimentando e arranjar um PA......
Ensine a sua filha que rir e estar junto é o melhor dos relacionamentos e que sapos não devem ser engolidos nunca, e se o cara tiver 2m de altura, você veste sua coragem e fala mesmo assim, NÃO GOSTEI!
Enfim, acho que a responsabilidade por um mundo melhor está sim nas mãos das mães, mas também na dos pais, de vários meninos e meninas que ainda não pensam na questão de gênero e que devemos fazer com que eles continuem a pensar assim, pois afinal somos todos iguais, homens e mulheres, com a única diferença da nossa capacidade de parir, mas que isso não nos faz melhor do que eles.





sexta-feira, 31 de julho de 2015

Porque não???




Sempre fui anarquista, questionadora, inconformada. Desde pequenina, mesmo!!! Já dava trabalho para as professoras e para meus pais com vários porque não.
Hoje, já adulta com 40tinha e dois filhos me vejo encurralada pelo meu jeito de ser.
Minha história começa comigo me defendendo do direito de ter nascido estrábica (oi???), batia em todos os meninos que me enchiam o saco por uma coisa que eu sabia que eu era, as meninas viviam no mundinho rosa e chato delas, depois fiquei adolescente e continuei me defendendo e causando confusão na mente dos meninos que se sentiam atraídos, mas me renegavam, pq eu era uma coisa que eles não conseguiam explicar e pior eu sempre me amei assim, coisa que causava mais confusão ainda na cabeça de todo mundo, por mais que tentassem me desconstruir.
Na faculdade também causei, principalmente com professores que achavam que eram o máximo e eu o mínimo, conseguia tirar notas excelentes até que um tentou me bombar por falta, mas felizmente tinha provas que ele me deu falta bem num dia que ele mesmo faltou!
No trabalho, fui mandada embora por insoburdinação, isso pq minha chefe não conseguia ouvir sobre os planos que ela me perguntava se iriam dar certo e respondia que era melhor mudar o foco (Se não quer ouvir a opinião, não pergunte!!!).
Hoje minha profissão é ser mãe, sim, com muito orgulho, mas parece que ser só isso não é o suficiente para a sociedade. E o que eu já desconfiava é pura realidade.
Só uma observação, tentei ser empresária, mas no nosso país isso é quase uma atividade para mártir e acho que não nasci pra isso, só acho.
Eu penso que criar pessoas para este é mundo uma tremenda responsabilidade, afinal é o futuro do mundo.
Vamos ao que interessa afinal, novamente digo, hoje meu trabalho é ser mãe, sim e é muito trabalho, gerenciar a vida de pessoas que ainda não possuem informação e experiencias o suficiente para tomar suas próprias decisões é punk, é uma puta bucha, mais difícil que qualquer emprego que você possa imaginar, por que além da formação das pessoinhas envolvidas, envolve sentimentos e relações.
Pois então, estou numa relação de divórcio com escola dos meus filhos, que até 1 ano atrás para mim era perfeita, mas por vários motivos está me decepcionando e como meu trabalho e responsável que sou, estou procurando outras opções. O problema é que eu descobri o mundo cruel das mães, que te julgam e te rotulam por não pensar igual a elas, então chego a conclusão do início da minha vida, eu questiono e tiro as pessoas da zona de conforto, coloco cinza no mundinho rosa, como toda boa sagitariana, enxergo a vida crua como ela é.
Infelizmente chego a conclusão, mais uma vez, que rotular é a opção mais simples e aniquiladora que as pessoas enxergam para não pensar fora do quadrado. Ninguém tem empatia o suficiente para tentar enxergar um ponto de vista de diferente e começar uma discussão saudável para melhorar a vida de todos.
Ou seja, descobri que meu rótulo da vez, como já imaginava é........essa aí precisa arrumar um trabalho para parar de questionar o sistema perfeito da escola perfeita que eu escolhi. Se ela trabalhasse não teria tempo para ficar perturbando as professoras e coordenadoras.
NÃÃÃÃOOOO!!! Eu ia perturbar do mesmo jeito, talvez teria menos tempo de ser tão detalhista, mas a questão é que se eu pago por um serviço, quero ele entregue integral. A questão é, a escola é a formação dos conhecimentos inúteis do meu filho e custam caro pra caraí!!! A questão é, a escola não é perfeita, ou eu que mudei, mas no final não serve mais pra mim e eu questiono, como ensino aos meus meninos que temos que sempre que perguntar se estamos em dúvida da veracidade dos fatos.
Enfim, infelizmente descobri que as mulheres não conseguem ser solidárias umas com as outras, principalmente quando desconstruímos seu mundinho rosa e plantamos dúvidas nas suas cabeças e metas de Doriana. Infelizmente nunca conseguiremos um respeito uniforme da sociedade, pq não conseguimos respeitar as diferenças dentro do nosso próprio gênero. Aliás acho uma bobagem esse negócio de gênero, gosto de seres humanos.
Por que não podemos dar nossa opinião? Por que não podemos ser comos somos? Por que não respeitam nossa personalidade? Cadê as pessoas que gostam das outras de graça? Eu gosto de várias pessoas completamente diferentes de mim, totalmente de graça....
Concluindo, como disse uma amiga há pouco, estou estigmatizada e no mundo dos adultos o que conta são seus egos.
E num mundo de certos e errados não existe discussão para um caminho do meio........
Como é solitário ser Bandeirante e abrir as picadas!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Os meus, os seus, os nossos.....



Tenho a sorte de conhecer gente boa, pessoas de alma boa, pessoas alegres de bem com a vida, que mesmo com dificuldades tenta enxergar o lado bom, ou apenas fazer um desdém, quase uma birra com o destino, como criança que não quer obedecer.
Aliás, crianças são excelentes tutores para reaprender a simplificar a vida, enxergar com os olhos do descomplicado.
E foi assim através das crianças que conheci uma família mais que especial, pessoas de bem com a vida, alegres e agregadoras.
Foi assim que conheci ela, que tem nome de flor, alma de menina, não tem tempo ruim, olha com o canto do olho e se cala quando está de mau humor. Não para nunca, mesmo exausta quer pintar parede. Ela que vive no meio das crianças, trabalha com as crianças e pensa que sempre cabe mais um, seja na mesa, na bagunça, no galho da árvore e no coração.......
Ele, um chinês com nome de mafioso italiano, sorriso largo e alma de moleque, mas daqueles moleques traquinas, sempre traquinando, ensinando artes pros meninos mais novos, pro desespero das mães. Ele que tB quer ver casa cheia, cheia de amigos, filhos, comida e amor...
Veja só, estas duas almas se encontraram, se desencontraram e se encontraram novamente. Na época do desencontro seguiram suas vidas e se multiplicaram, mas nada disso os impediu de querer continuar agregando, somando e dividindo.
Essas duas almas enormes, com coração com muitas vagas se reencontraram, se multiplicaram novamente e resolveram dividir a alegria de tanto amor é tanta soma com os que eles amam e sim amamos eles e suas pequenas miniaturas.
E eu nessa história? Só agradeço de ter virado da turma dos nossos, aliás, uma turma imensa, feliz e animada, nossos filhos, nossos parentes, nossos trecos e cacarecos e nossos amigos!
Gratidão eterna Daysoca e Lu.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Animal não é presente de Natal




Faz algum tempo penso neste post. Até porque sou veterinária, antes de ser mãe.
Quando resolvi ter filhos eu já tinha 4 cachorros (porte grande) e 3 gatos. 
Claro que quando o Francisco nasceu eu criei aquela imagem de filme de comédia romântica com ele numa canga no jardim, iluminado pelo sol e a bicharada toda em volta tranqüilamente.
Não é bem assim que acontece, qdo ele era pqno não gostava muito dos cachorros, pq os caninos lambiam o rostinho dele e ele não gostava.
Decepção total para a mãe veterinária. Ele não tinha medo, não chorava, só os evitava. Em compensação um dos gatos virou o melhor amigo do meu bb. Claro que no início tomei alguns cuidados, como deixar a porta fechada do quarto quando ele estava dormindo, mas depois que ele estava mais pesado que o gato deixava os dois compartilhando o berço.
Um dos segredos para a adaptação dos animais depois que vc chega com um pacotinho novo em casa é fazer que o animal entenda que ele não perderá seu espaço, seus donos, suas brincadeiras, ou seja, tente incorporar a vida do bebê a vida do seu pet e não ao contrário, isso é bom pra todos.
Ah!  E quando algum obstetra disser pra vc se livrar dos seus bichinhos de estimação por causa da gravidez, troque rapidamente de médico. A tão temida toxoplasmose pode ser mais facilmente transmitida através de uma salada mal lavada de um restaurante chic do que do seu doce bichano que vive somente dentro do seu apartamento. Por isso quando ficar grávida, leve seus bichinhos no veterinário e faça uma consultoria com ele.
Agora se vc não tem um pet e quer pq quer formar a família Doriana completa, pense bem, pondere vários aspectos.
Primeiro. Vc quer ter um gato ou um cachorro? Do que vc mais gosta? Qual personalidade combina mais com a sua família? Vcs viajam muito?
Gatos são mais independentes, mais fáceis de lidar na questão de limpeza, podem ficar alguns dias sozinhos. Entre os felinos tb tem uma variação menor de personalidade, com exceção do siamês que são estricnados e amam escalar cortinas......
Também abandone o pensamento que os gatos adotam a casa, que são traiçoeiros e causam alergia. Tudo mito, quase da idade média! 
Se vc for escolher um cão, pense na raça, pesquise a personalidade da raça, as característica, os cuidados com pêlo, pelagem e alimentação e as possíveis doenças que cada raça é propensa. Agora se optar por um vira latas, dê preferência em adotar um adulto, pois um filhotinho de vira é uma caixinha de surpresas, como não sabemos quais raças estão ali misturadas, dificilmente saberemos a personalidade que o pqno dog terá, assim como tamanho e outras cositas mas!
Outra coisa muito importante!!! Qual a idade do seu filho? A interação com animais rola melhor a partir dos 6 anos. Eles tomaram mais cuidado e vão interagir melhor. Se seu filho for muito pqno de preferência a animais de médio porte, pois são mais resistentes aos carinhos de nossos pqnos humanos. Já vi crianças derrubarem filhotinhos do colo e estes morrerem ou ficarem sequelados com a queda.
Enfim, e nunca, nunca esqueça. Um animal não pode ser presente de Natal, ou de aniversário, pq ele não se enquadra ao mundo dos objetos, eles precisam de atenção, cuidados, carinho, eles possuem personalidade, humor e amor!!!!

sábado, 25 de outubro de 2014

Existe casamento após os filhos?



E então você encontra o homem da sua vida e pensa, ele vai ser o pai dos meus filhos.
Vocês formam um belo casal feliz e resolvem virar uma família. Planejam o bebê, descobrem-se grávidos, escolhem o nome, curtem a barriga, decoram quartinho, compram o primeiro sapatinho....
Um dia quando ninguém espera nasce o tamagochi e o bebê virtual vira real e vcs realmente são uma família.
Pois então, isso é o que acontece na maioria das vezes, mas o que ninguém te conta é que essa propaganda de margarina dura pouco.
Comigo foi assim. Logo que meu primogênito nasceu, a realidade de ter um bb caiu como uma bigorna na minha cabeça, o relógio era o meu maior inimigo. Meu marido me ajudou muito com as tarefas novas em casa e com o bbzinho. Confesso que sintia um certo tesão ao vê-lo praticar a partenidade, mas meu tesão terminava por aí. Me sentia gordinha, disforme e quando a gente amamenta sente constantemente um cheirinho de azedo. Sentia vergonha do meu corpo e principalmente dos meus seios, que viviam vazando.......o sexo estava mais sem importância.
Bom, este era o primeiro sinal que o casamento estava rachando. Mas eu não percebia, só achava que era uma má fase, culpa da minha baixo auto estima misturada com hormônios enlouquecidos.
De repente, mais ou menos quando o Francisco ia fazer uma ano, o homem da minha vida, o cara que eu tinha escolhido para ser pai dos meus filhos, me irritava e muito.
Percebi que cada opinião que ele dava a respeito da educação (até então o tamagochi só era alimentado e cuidado, ainda não precisa mexer na configuração EDUCAÇÃO), de como devia fazer certas coisas com o MEU menino, eu ficava muito nervosa. E quando ele fazia coisas que eu discordava, ou as coisas que eu recomendava saiam meio nas coxas, era o fim, irritação grau TPM plus.
Eu me irritava, mas não falava, o problema foi quando resolvi a começar a discutir. Eram discussões diárias, briguinhas irritantes todo o santo dia.
Eu me perguntava, cadê aquele homem que eu me apaixonei? Quem é esse babaca irritante? Da onde ele saiu?
E as briguinhas continuavam. E começaram acusações do tipo.....se na casa da sua mãe era assim, aqui não vai ser!
Percebi que estava conhecendo um lado da educação dele que não sabia que existia.
No aniversário de um ano do Chicão foi um dia muito triste, onde sentamos, conversamos (brigamos feio) e resolvemos que estava tudo acabado. Que depois da visita dos nossos pais (sim, eles moram a 400 km, thanks God) iríamos cada um pro seu lado. Foi o parabéns mais triste que cantei na minha vida.
No dia seguinte conversamos mais um pouco, os ânimos estavam mais leves e resolvemos nos dar mais uma chance. Vou confessar que não foi fácil decidir ficar, parecia que eu estava me obrigando a comer uma comida que odeio.
Bom, mas os dias passaram, as discussões continuaram, mas mudaram o tom de briga para um tom de "estou de conhecendo mais um pouco", nem sempre gostava do que eu era apresentada, mas tolerava. E claro, não vou tirar a minha culpa, com certeza do lado dele ocorriam as mesmas sensações e sentimentos.
Mas como sempre para tudo tem uma solução, um vislumbre, isso aconteceu. Foi em um dia em que fomos levar o Francisco na natação, ele devia ter mais ou menos um ano e meio. Como toda mãe babona do seu primogênito, fiquei do lado de fora com a maquina fotográfica esperando para tirar fotos de pai e filho. De repente apareceu uma fila no corredor vindo em direção a piscina. Umas meninininhas fofas com seus roupões rosa, chinelinho combinando, tb tinham meninos assim, com touquinhas de tubarão, todos de propaganda, fofos de mãos dadas com suas mães. Foi aí que reparei nas pessoinhas de mãos dadas com seus pais. Era hilário, as tocas tortas, sungas enroladas, sem o chinelinho, alguns com roupão, mas aberto mesmo.
EUREKA! A luz se fez!!! Todas as pessoinhas com menos de um metro de altura estavam extremamente felizes, seja perfeitamente arrumadinho ou todo desgrenhado. O Tico e o Teco gritaram na minha cabeça......... É isso! 
A minha conclusão após ver esta cena, que até hoje passa em câmera lenta na minha cabeça é.......ele também é o pai, ele tb tem o direito de cuidar, amar e principalmente errar do jeito dele, o filho é dos dois, foi produzido meio a meio, inclusive geneticamente. 
Diminui de discutir, tolerei mais, me afastava em situações em que não concordava, me coçando, mas não podia entervir. Entendi que tinha mais um na relação, que tudo era dividido em três. Ainda discutimos sobre a educação, mas hoje concordamos mais. Ainda tem coisas que acho absurdo e chato.
Enfim relacionar-se. Procure no dicionário o que é relacionamento. É uma troca diária. Se nós abríssemos mão pararíamos de nos relacionar e nunca saberíamos se daria certo. Ser casal é diário, é rotina, é chato, é legal, é entrega, é luta, é parceria. E claro que não poderia abrir mão daquele homem que tanto admirava, que me fazia suspirar antes de ter filhos, afinal um dia os "catarrentos" vão embora é ficaremos nós e nossa história.
Agora como ficou o sexo depois dos filhos, fica pra outro post.......

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nova infância X Velha infância

Toda vez que me deparo com aquelas imagens prontas no Face comparando a infância de antigamente com a de hoje fico um pouco chateada.

Como que alguém que tem filhos pode considerar que teve uma infância muito mais feliz que a do próprio filho?  Tem alguma coisa errada aí!!!

Esses comparativos mostram que a nossa geração brincou na rua, pulou corda, sumia de bicicleta pelo bairro e por aí vai. Em contra partida, mostram que as crianças de hoje ficam só dentro de casa com alguma coisa eletrônica na mão.

Agora vou explicar o que há de errado. Realmente a nossa infância tínhamos mais acesso as brincadeiras de rua, aos amigos do bairro, as mães tinham que buscar a gente a noitinha na rua e interromper alguma conversa que estava rolando na rodinha dos amigos, para ir jantar e dormir.

Mas dai você dizer que as crianças de hoje são menos crianças, mais nerds e uma porção de rótulos inúteis é muita pretensão. O que qualifica uma infância feliz? O tipo da brincadeira? O tempo de risadas?

Bom, como uma simples mortal, acho que a infância hoje é tão rica quanto a nossa. Se você quer que seu filho tenha lembranças parecidas com as suas então proporcione isso. Não dê um celular pra ela aos 6, ou aos 7, nem ao menos aos 10 anos de idade. Leve a parques, incentive brincadeiras outdoor.

Por exemplo, eu é meu marido sempre gostamos de morar em casa e achamos Curitiba suficientemente segura para morar em uma casa de bairro e ainda encontramos uma numa rua sem saída, perfeito, a turma anda de bicicleta na rua e outro dia mesmo quando chegamos da escola tinha uma turma jogando queimada na frente de casa, claro que o Chicão nem entrou.

Claro que fiquei preocupada, mas relaxei, afinal eu o via da minha janela e pensei quantos malucos que eu conheci no meu bairro que minha mãe nem sonha!

A turminha de hoje é fantástica! Eles tem um vocabulário muito mais rico, gostam de ler, comem bem e corretamente, têm uma consciência ecológica e de cidadania invejável, preconceito por qualquer motivo é algo babaca e incompreensível. E a nossa geração? Vai dizer que aos seis anos tínhamos a consciência da importância do ecossistema da amazônico e ao mesmo tempo fazer coleção de caixinha de chicletes Adams? Eles são admiráveis!!! Porque não participar com eles desse novo mundo a ser construído?

Acho os adultos de hoje um pouco pretensiosos ou prepotentes em dizer que a infância deles que foi a verdadeira, que hoje a turminha fica só na frente do vídeo game. De novo, proporcione ao seu filho o que deseja para ele. Aqui temos vídeo game, mas os meninos respeitam os combinados e os limites de tempo

O respeito com a infância começa ao se respeitar o tempo dela, as possibilidades dela e claro participar dela.

Mãos a obra e vamos extinguir o tal conflito de gerações!!!!

OBSERVAÇÃO: as crianças de casa além de ralar o joelho ainda podem jogar vídeo game! Não é fantástico somar?

 

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